segunda-feira, 20 de junho de 2011
O que é a Prece
È inegável a presença de um centro criador que irradia em todas as direções. Este núcleo é perfeito, justo e inteligente e regula todo o universo através das Leis mais básicas que conhecemos (causa e efeito, ação e reação, lei do retorno, carmas, merecimentos..).
quanto mais nos aproximamos de tais qualidades.. mais nos aproximamos desse centro, mais participamos e comunhamos deste núcleo que conhecemos como DEUS.
Independente da nossa evolução rumo as qualidades necessárias, temos um canal de ligação com essa fonte de regulação e provisão de tudo e de todos, essa ligação é a prece que é o diálogo de do Homem com DEUS.
A prece é a senha, a chave mestre que pode nos ligar a sintonia com essa fonte superior, através dela nos ligamos e nos mantemos ligados a luz, as vibrações positivas e facilitamos a harmonização em nossa existência.
Com a prece criamos um campo de energias mais sutis que facilita a atuação dos espiritos de luz em nossas existências, atuamos sobre as células provendo harmonia de funcionamento e todo um universo de melhorias que advem da ligação com DEUS (fonte criadora e reguladora).
A prece é tudo isso e tudo o mais que puder imaginar de bom e evolutivo.
Fonte:lema.not.br
Mestre Hilarion
Diretor Divino ou Chohan do 5o Raio, o Mestre Hilarion trabalha com a Chama Verde da verdade e da cura. Seu dia é quarta-feira e seu chacra é o do terceiro olho com 96 pétalas. Seus arcanjos são Rafael e Maria (a Mãe Fátima) com seu retiro etérico em Portugal. Seu elohin é Cyclopea e sua chama gêmea Virgínia, com seu retiro etérico no encontro da China com a Sibéria e a Mongólia perto de Tabun Bogdo. Este raio também é do rejuvenescimento e regeneração e vida, além da fartura, que são precipitados através da Chama Esmeralda-Azul que também é chamada Emerald-Teal-Ray. As pedras do 5o Raio são: diamante, esmeralda e quartzo (cristal). O retiro etérico do Mestre Hilarion é na Ilha de Creta, na Grécia. Mestre Hilarion é mentor da Verdade Imortal da Ciência Divina e todos os ramos físicos e metafísicos das artes curativas. Dito do Grande Mestre: Lembrai-vos, por favor, quando tudo mais falhar, quando houver distorção da vossa mente, da vossa visão e da capacidade de enfrentar a vida, invocar em nome de Jesus o Cristo a dispensação do Raio Esmeralda-Azul-Escuro, porque existe uma legião especial de anjos incumbidos de selar a mente e o corpo mental num campo de força de brilhante luz, ora luzindo num tom verde, ora com uma gama de azul. Eu fui incumbido de organizar as legiões de luz através da Chama da Verdade, para que reforcem a consciência crística e saturem a mente dos homens com a chama da cura e vida.
Os anjos que servem ao 5o Raio são chamados de Virtudes e são os que melhor interpretam a vontade de Deus. São anjos dos milagres. O Príncipe Rafael é a Medicina de Deus que cura os médicos também. Os anjos conservam os segredos do templo e são intermediários do casamento legítimo. Os seus nomes são: Hahahel, Mikael, Veualiah, Ielehiah, Sealiah, Anel, Asaliah e Mihael. Existem várias publicações em livros para quem quiser se aprofundar no assunto. Os anjos da categoria Virtudes gostam de ancorar em locais limpos e perfumados com objetos sacros e gostam também de adornos usados pelas pessoas, como colares, brincos etc., que usam para descarregar as pessoas das energias negativas.
O Mestre Hilarion encarnou há 2000 anos como Saulo de Tarso, perseguidor de Jesus Cristo, que se converteu ao cristianismo em Damasco, tornando-se o principal apóstolo de Jesus, passando a ser chamado de Paulo.
No começo do século IV, encarnou como Hilanion e também fez inúmeros milagres. O maior deles foi junto ao mar revolto que ia inundar uma cidade. Ele fez três desenhos do sinal da cruz na beira do mar, levantou as mãos e as águas pararam. Viveu em diversos lugares, como Chipre e Sicília, mas seu corpo foi levado para a Palestina.
Mestre Hilarion patrocina chefes religiosos, missionários e os que praticam as artes da cura, como enfermeiros, médicos e cirurgiões. Também se interessa pelos ateus e agnósticos que ficaram desiludidos com a religião, trazendo-os de volta à luz.
Fonte:geocities.ws
A Segunda Morte
Um homem é basicamente, um ser tríplice, constituído de espírito, perispírito e corpo físico. A maioria já entende isso, sem dificuldade. A morte do perispírito, ou “segunda morte”, ocorre quando o espírito, em sua caminhada para Deus, passa a reencarnar em mundos nos quais necessita de um intermediário mais sutil. Este tipo de “morte” pode acontecer também no caso da formação de ovóides, quando uma idéia obsessiva de ódio ou vingança, por exemplo, destrói momentaneamente o corpo espiritual. Somente o espírito é imortal e eterno.
Até quando o corpo espiritual acompanha o espírito no caminho rumo à perfeição? O corpo espiritual é também um envoltório perecível? Em “O Livro dos Espíritos”, há os seguintes esclarecimentos:
Questão 186 – “Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?”
Resposta – “Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”
Ainda na questão 186 – “Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não?”
Resposta – “Semelhante demarcação não existe. A diferença entre ume outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.”
Na questão 187, Allan Kardec pergunta se a substância do perispírito é a mesma em todos os mundos. Os espíritos informa que não: “É mais ou menos etérea. Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro, operando-se, porém, essa mudança com a rapidez do relâmpago.”
Comentando o mesmo tema, na questão 257, Kardec esclarece: “Sabemos que quanto mais eles se purificam, tanto mais etérea se torna a essência do perispírito, donde se segue que a influência material diminui à medida que o Espírito progride, isto é, à medida que o próprio perispírito se torna menos grosseiro.”
A conclusão é simples: quanto mais evoluímos, mais sutil torna-se o perispírito. No estágio de espíritos puros, tal roupagem fica tão tênue que os espírito inferiores, como nós, a consideram inexistentes.
Durante a permanência em planetas como a Terra, o espírito repete várias vezes, quantas forem necessárias, a experiência de reencarnação. No desencarne, deixa no mundo físico o duplo etéreo e o corpo físico. Ao regressar ao mundo espiritual, desembarca com o chamado corpo de relação, agregando “matéria” mais sutil.
No processo inverso, durante a encarnação, o espírito carrega consigo as marcas perispirituais que o ajudarão a construir, no ventre materno, o duplo etéreo e o corpo físico – veículos perecíveis que utiliza, enquanto encontra-se no plano físico.
Nos dois casos, a roupagem de que se serve o espírito obedece sempre à lei de afinidade. À medida que evolui moralmente, com o pensamento mais equilibrado, o espírito emite ondas de maior freqüência. Em decorrência, a densidade do perispírito se transforma, pela perda de moléculas mais densas, porque estas passam a não ter mais afinidade com a freqüência vibratória do espírito.
Uma comparação grosseira serve para facilitar o entendimento. Imagine um pedreiro teimoso, que queira colocar massa sem preparar adequadamente a parede. Será, inevitavelmente, malsucedido, por falta de aderência dos materiais.
Vai chegar o momento, na viagem rumo à perfeição, em que o corpo perispiritual deixará de atender às necessidades do espírito.
No livro “Libertação”, André Luiz espanta-se quando se depara com entidades espirituais, as quais chamou de ovóides. O fenômeno permitiu o seguinte diálogo com o instrutor Gúbio:
“Nunca havia observado, antes, tal fenômeno. Em nossa colônia de residência, ainda mesmo em se tratando de criaturas perturbadas e sofredoras, o campo de emanações era sempre normal. E quando em serviço, ao lado de almas em desequilíbrio, na Esfera da Crosta, nunca vira aquela irregularidade, pelo menos quanto me fora, até ali, permitido observar.
“Inquieto, recorri ao Instrutor, rogando-lhe ajuda.
— André — respondeu ele, circunspecto, evidenciando a gravidade do assunto —, compreendo-te o espanto. Vê-se, de pronto, que és novo em serviços de auxílio. Já ouviste falar, de certo, numa “segunda morte”
— Sim — acentuei —, tenho acompanhado vários amigos à tarefa reencarnacionista, quando, atraídos por imperativos de evolução e redenção, tornam ao corpo de carne (1). De outras vezes, raras aliás, tive notícias de amigos que perderam o veículo perispiritual, conquistando planos mais altos (2). A esses missionários, distinguidos por elevados títulos na vida superior, não me foi possível seguir de perto.
Gúbio sorriu e considerou:
— Sabes, assim, que o vaso perispirítico é também transformável (1) e perecível (2), embora estruturado em tipo de matéria mais rarefeita.
— Sim... — acrescentei, reticencioso, em minha sede de saber.
— Viste companheiros — prosseguiu o orientador —, que se desfizeram dele, rumo a esferas sublimes, cuja grandeza por enquanto não nos é dado sondar (2), e observaste irmãos que se submeteram a operações redutivas e desintegradoras dos elementos perispiríticos para renascerem na carne terrestre.” (1).
Nas partes assinaladas com o número (1), confirma-se a transformação que o corpo espiritual sofre nas entradas e saídas da vida física.
Nas seqüências marcadas com (2), o orientador Gúbio trata da segunda morte, que é a perda do veículo perispiritual, para reencarnação em mundos mais evoluídos.
Terceira situação de “morte” é a dos ovóides (destruição temporária do corpo espiritual), que provocou o diálogo de Gúbio com André Luiz. Neste caso, as características do perispírito permanecem em estado latente, como a semente que guarda em si as potencialidades da árvore. Ocorre desagregação de “matéria”, com inevitável redução do corpo de relação, explicável pela plasticidade e maleabilidade do perispírito.
COMPULSÓRIO – O mergulho na carne, quase sempre compulsórios, nesses casos, permite ao espírito reconstruir a forma do corpo espiritual.
Gúbio também se refere ao abandono do corpo espiritual, quando o espírito se eleva, rumo a esferas superiores.
Assim, o corpo espiritual tem duração temporária e é perecível como o corpo físico.
Recomendo, como complemento, a leitura do livro “Evolução em Dois Mundos”, de André Luiz, na parte que trata do corpo espiritual depois da morte.
O espírito segue a caminhada com o corpo mental, o qual vai-se depurando até a pureza máxima da matéria que conhecemos, ou seja, o fluido cósmico universal.
Paulo Nagae
(Retirado da Revista Estudos Espíritas – Janeiro/1999 – Edições Léon Denis)
Desdobramento
É o nome que se dá o fenômeno de exteriorização do corpo espiritual ou perispírito.
O perispírito ainda ligado ao corpo, distancia-se do mesmo, fazendo agora parte do mundo espiritual, ainda que esteja ligado ao corpo por fios fluídicos. Fenômenos estes, naturais que repousam sobre as propriedades do perispírito, sua capacidade de exteriorizar-se, irradiar-se, sobre suas propriedades depois da morte que se aplicam ao perispírito dos vivos (encarnados).
Os laços que unem o perispírito ao corpo temporal, afrouxam-se por assim dizer, facultando ao espírito manter-se em relativa distancia, porém, não desligado de seu corpo. E esta ligação, permite ao espírito tomar conhecimento do que se passa com o seu corpo e retornar instantaneamente se algo acontecer. O corpo por sua vez, fica com suas funções reduzidas, pois dele foram distanciados os fluidos perispirituais, permanecendo somente o necessário para sua manutenção. Este estado em que fica o corpo no momento do desdobramento, também depende do grau de desdobramento que aconteça.
Os desdobramentos podem ser:
a) conscientes : Este, caracteriza-se pela lembrança exata do ocorrido, quando ao retornar ao corpo o ser recorda-se dos fatos e atividades por ele desempenhadas no ato do desdobramento. O sujeito é capaz de ver o seu “Duplo”, bem próximo, ou seja, de ver a ele mesmo no momento exato em que se inicia o desdobramento. Facilmente nestes casos, sente-se levantando geralmente a cabeça primeiramente e o restante do corpo, depois. Alguns flutuam e vêem o corpo carnal abaixo deitado, outros vêem-se ao lado dos corpos, todavia esta recordação é bastante profunda e a consciência e altamente límpida neste instante. Existe uma ligação ainda profunda dos fluidos perispirituais entre o corpo e o perispírito, facilitando assim, as recordações pós-desdobramento.
b) inconscientes: Ao retornar o ser de nada recorda-se. Temos que nos lembrar que na maioria das vezes a atividade que desempenha o ser no momento desdobrado, fica como experiências para o próprio ser como espírito, sendo lembrado em alguns momentos para o despertar de algumas dificuldades e vêem como intuições, idéias.
Os fluidos perispirituais são neste caso bem mais tênues e a dificuldade de recordação imediata fica um pouco mais árdua, todavia as informações e as experiências ficam armazenadas na memória perispiritual, vindo a tona futuramente.
Em realidade a palavra inconsciente, é colocada por deficiência de linguagem, pois, inconsciência não existe, tendo em vista o despertar do espírito, levando consigo todas as experiências efetivadas pelo mesmo, então colocamos a palavra inconsciente aqui, é somente para atestarmos a temporária inconsciência do ser enquanto encarnado.
c) voluntários: Se a própria pessoa promove este distanciamento. Analisemos algo bastante singular, nem todos os desdobramentos voluntários há consciência, pois como dissemos acima poderão haver algumas lembranças do ocorrido, existem ainda muitas dificuldades, no momento em que o espírito através de seu perispírito aproxima-se novamente de seu corpo, pela densidade ainda dos órgãos cerebrais é possível haver bloqueio dessas experiências. É necessário salientar que o ser encarnado na terra, ainda se encontra distante de controlar todos os seus potenciais, e por isso também há este esquecimento. Haja vista, algumas pessoas até provocarem o desdobramento e no momento de consciência terem medo e retornarem ao corpo apressadamente, dificultando ainda mais a recordação.
Os desdobramentos podem também ocorrer nos momentos de reflexões, onde nos encontramos analisando profundamente nossos atos e cuja atividade nos propicia encontrar com seres que nos querem orientar para o bem, parte de nosso perispírito expande-se e vai captar as experiências e orientações devidas.
d) provocados: Através de processos hipnóticos e magnéticos, agentes desencarnados ou até mesmo encarnados podem propiciar o desdobramento do ser encarnado. Os bons Espíritos podem provocar o desdobramento ou auxiliá-los sempre com finalidades superiores. Mas espíritos obsessores também podem provocá-los para produzir efeitos malefícios. Afinizando-se com as deficiências morais dos desencarnados, propiciamos assim, uma maior facilidade para que os espíritos mal-feitores possam provocar o desligamento do corpo físico atraindo o ser encarnado para suas experiências fora do corpo. A lei que exerce esta dependência é a de afinidade.
e) emancipação Letárgica: Decorre da emancipação parcial do espírito, podendo ser causada por fatores físicos ou espirituais. Neste caso o corpo perde temporariamente a sensibilidade e o movimento, a pessoa nada sente, pois os fluidos perispiríticos estão muito tênues em relação a ligação com o corpo. O ser não vê o mundo exterior com os olhos físicos, torna-se por alguns instantes incapaz da vida consciente. Apesar da vitalidade do corpo continuar executando-se.
Há flacidez geral dos membros. Se suspendermos um braço, ele ao ser solto cairá.
e) emancipação Cataléptica: Como acima, também resulta da emancipação parcial do espírito. Nela, existe a perda momentânea da sensibilidade, como na letargia, todavia existe uma rigidez dos membros. A inteligência pode se manifestar nestes casos. Difere da letárgica, por não envolver o corpo todo, podendo ser localizado numa parte do corpo, onde for menor o envolvimento dos fluidos perispirituais.
Fonte:espirito.org
segunda-feira, 13 de junho de 2011
A História de Santo Antônio
Fernando nasceu em Lisboa, Portugal, em 15 de agosto de 1191. Seus pais eram de nobre linhagem: Fernando Martins Afonso de Bulhões e Maria Taveira. Moravam bem de frente à catedral. Nessa escola episcopal, Fernando recebeu a instrução cristã e elementar. Adolescente ainda entrou para o seminário dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho, de onde ele mesmo pediu transferência para Coimbra (a quase 200 quilômetros de distância) a fim de continuar seus estudos. com mais sossego, sem a atrapalhação das contínuas visitas de parentes e amigos que queriam persuadi-lo a desistir da "sua" vocação. Fernando era um jovem que sabia o que queria: dedicar-se de corpo e alma a Deus e aos estudos da Bíblia Sagrada. Na cidade universitária - Coimbra porém, ele encontrou uma outra dificuldade no seu desejo de seguir em radicalidade a Palavra de Deus. Na época, o mosteiro de Santa Cruz, onde morava e estudava, era palco de intrigas, fuxicos e brigas por bens materiais entre prelados e reis, monges e leigos. Fernando se empenhou fortemente por estar alheio a toda essa dura, mas triste realidade. Mais do que nunca, dedicouse a seus estudos escriturísticos e ao seu crescimento espiritual. Um dia encontrou-se com 5 frades franciscanos. Amor à primeira vista: viu neles todo o Evangelho vivido na simplicidade, na alegria, na humildade e na generosidade.
Estavam de saída para Marrocos, para pregar a "PAZ" e o "BEM", como dizia o fundador deles, Francisco de Assis, ainda vivo, na Itália. Tempos depois, diante das relíquias dos 5 primeiros mártires franciscanos, Fernando não teve mais dúvidas: trocou todo aquele aparato clerical cheio de hipocrisia que ele conhecia pela simplicidade do Evangelho vivido na fraternidade e no anúncio do Reino de Deus a povos pagãos. Trocou até o nome. De Fernando passou a ser chamado Antônio, frei Antônio e, jovem ainda, teve um só desejo: morrer mártir como aqueles 5 frades e "merecer, assim, junto com eles, a coroa da glória."
Não havia soado ainda, a hora de Deus! O homem propõe. Deus dispõe. Uma febre sem tamanho, na África, deixou-o prostrado meses na cama. Aos poucos também aprende com que fadiga! - a seguir o projeto de Deus. Decide voltar a Portugal, sua terra natal. Qual novo Pentecostes, porém, os ventos sopram seu navio na direção da Itália e ali ele começa colocar-se definitivamente nos passos de Deus. Na grande reunião dos frades (3.000) em Assis, encontra-se com Francisco, com milhares de irmãos que seguiam o mesmo ideal e, mais tarde, com Clara de Assis... Mudança radical na sua vida, no seu desejo. Antônio não toma mais ' a iniciativa talvez pela decisão dura e pedagógica de Marrocos -, mas se entrega incondicionalmente, embora também com certo medo, nas mãos de Deus. Terminada a grande assembléia, em maio de 1221, escolhe o silêncio: nada mais diz sobre sua preparação, seus estudos, sua competência. Ninguém o conhece. Ninguém se interessa por ele. "As almas humildes - escreverá mais tarde com conhecimento de causa -, desconhecidas e felizes por serem esquecidas, são aquelas que imitam mais perfeitamente a vida escondida de Jesus de Nazaré" (Sermões). E, assim, a pedido de frei Graciano, ministro provincial da Romanha, no centro da Itália, lá vai frei Antônio fazer parte de um conventinho eremitério situado no cimo do Monte Paulo. Como sacerdote, reza missa aos confrades, mas faz outros serviços necessários à comunidade, como lavar pratos, cuidar da horta, da limpeza, etc.
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| Basilica de Sto.Antonio em Padua |
Dedica-se a longos tempos de oração - contemplação, jejum e penitência. “Em águas turvas, escreverá mais tarde, não se vê espelhado o próprio rosto. Se quiseres que o rosto de Cristo se espelhe em ti, sai do barulho das coisas e guarda tranqüila tua alma "(Sermões).
Finalmente chega a hora de Antônio, que é a hora de Deus. Na cidade de Forli, durante uma ordenação sacerdotal, na catedral lotada de padres, irmãs, freis e fiéis, é convocado pelo superior a fazer a pregação. Daqueles lábios há tanto tempo calados surgem, de repente, como de uma fonte viva de água cristalina, as palavras mais comoventes, os exemplos mais convincentes, os estímulos mais penetrantes. Todos, do bispo ao provincial frei Graciano, dos frades às irmãs, dos padres aos fiéis, todos ficam admirados pela eloqüência, pela sabedoria e pela profundidade daquele frade até então desconhecido. Dali para frente, todos chamam a frei Antônio e ele passa a percorrer as estradas, sobretudo as do norte da Itália e as do sul da França e, nos últimos anos, (1229-1231), os caminhos de Pádua, anunciando o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Percorrendo as estradas da Europa, frei Antônio percebe a fraqueza do povo na prática da fé, vítima às vezes das inúmeras heresias e erros da época. Francisco o admira e envia-lhe um bilhete pedindo que a mesma sabedoria que lhe deu uma profunda experiência de Deus, ele a transmita a seus confrades.
"A frei Antônio, meu bispo: Saudações! Muito me agrada que tu ensines a sagrada teologia aos frades, contanto que não se extinga o espírito da santa oração e devoção ao qual tudo deve estar submisso, conforme está escrito na Regra frei Francisco".
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| altar tumulo de Sto.Antonio,em Pádua |
Coisa admirável, maravilhosa. Antonio unia em si a sabedoria e a humildade, a cultura e a simplicidade, a oração e a caridade. Confrades e povo o "adoravam" nesse sentido. Tão alto em sua cultura e tão simples no trato com a gente, Doutor da Igreja e amigo dos simples e dos pobres! E o povo ouve suas palavras. Segue seus conselhos. Sente-se reconfortado em suas lutas. Crianças são por ele abraçadas e abençoadas. Mulheres e esposas são defendidas em seus direitos. Lares são reunidos pela força do amor que ele tão bem sabe suscitar.
E o povo continua a contar: "a mula se ajoelhou diante da Eucaristia. O coração avarento foi encontrado no cofre do seu tesouro. Ele curou o pé decepado de um jovem. Ele pregou aos peixes. Ele defendeu os agricultores diante do terrível Ezzelino da Romano...'
E, assim, passou frei Antônio seus últimos anos, curando e consolando os outros e tendo, para si, cansaço, doenças e penitência. Após uma intensa atividade de pregações e confissões de Quaresma em Pádua, retira-se na tranqüilidade da localidade de Camposampiero.
Mas, em junho de 1231, sente as forças faltarem-lhe completamente. Pede para voltar a Pádua. Percorre os 20km em carro de boi, moribundo. Em Arcella, às portas da cidade de Pádua, num quartinho humilde do convento das Irmãs Clarissas Franciscanas, exala o último suspiro, cantando com voz tênue: "Gloriosa Senhora - sobre as estrelas exaltada - alimentaste em teu seio Aquele que te criou". Olhando um ponto fixo, consegue ainda exclamar: "Estou vendo o meu Senhor". E morre. Não chegara aos 40 anos. Onze meses depois, em 30 de maio de 1232, na catedral de Espoleto, Itália, foi proclamado Santo pelo papa Gregório IX.
Santo Antônio de Pádua, Santo Antônio de Lisboa, Santo Antônio do mundo inteiro!
Fonte: paroquiasaosebastiao.com.br
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