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domingo, 6 de novembro de 2011

A Caridade



No dia 1º de novembro de 1868, na reunião da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, Allan Kardec utilizou parte do seu discurso de abertura para falar sobre caridade. Suas palavras foram registradas na Revista Espírita de dezembro do mesmo ano. Vejamos:
"A caridade é a alma do Espiritismo: ela resume todos os deveres do homem para consigo mesmo e para com os seus semelhantes; é porque pode se dizer que não há verdadeiro Espírita sem caridade.
Mas a caridade é ainda uma dessas palavras de sentido múltiplo, da qual é necessário bem compreender toda a importância; e se os Espíritos não cessam de pregá-la e de defini-la, é que, provavelmente, reconhecem que isto é ainda necessário.
O campo da caridade é muito vasto; ele compreende duas grandes divisões que, por falta de termos especiais, podem designar-se pelas palavras: Caridade beneficente e caridade benevolente. Compreende-se facilmente a primeira, que é naturalmente proporcional aos recursos materiais dos quais se dispõe; mas a segunda está ao alcance de todo o mundo, do mais pobre como do mais rico. Se a beneficência é forçosamente limitada, nenhuma outra senão a vontade pode pôr limites à benevolência.



O que é preciso, pois, para praticar a caridade benevolente? Amar seu próximo como a si mesmo: ora, amando-se ao seu próximo quanto a si mesmo, se o amará muito; se agirá para com outrem como se gosta que os outros ajam para conosco, não se desejará nem se fará mal a ninguém, porque não gostaríamos que no-lo fizessem.
Amar seu próximo é, pois, abjurar todo sentimento de ódio, de animosidade, de rancor, de inveja, de ciúme, de vingança, em uma palavra, todo desejo e todo pensamento de prejudicar; é perdoar os seus inimigos e restituir o bem onde haja o mal; é ser indulgente para com as imperfeições de seus semelhantes e não procurar a palha no olho de seu vizinho, então que não se vê a trave que está no seu; é ocultar ou desculpar as faltas de outrem, em lugar de se comprazer em pô-las em relevo pelo espírito de denegrir; é ainda não se fazer valer às custas dos outros; de não procurar esmagar ninguém sob o peso de sua superioridade; de não desprezar ninguém por orgulho. Eis a verdadeira caridade benevolente, a caridade prática, sem a qual a caridade é uma palavra vã; é caridade do verdadeiro espírita como do verdadeiro cristão; aquela sem a qual aquele que diz: fora da caridade não há salvação, pronuncia a sua própria condenação, neste mundo tão bem quanto no outro".
Fonte:osmossoros.com.br

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Música no Plano Espiritual



A Música Celeste 


Certo dia, em reunião familiar, um pai leu a passagem de O Livro dos Espíritos relativo à música celeste.
Uma das filhas, boa musicista, pensava consigo: no mundo invisível não há música. Parecia-lhe aquilo impossível e por isso não externou o seu pensamento.
À noite, recebeu ela a seguinte comunicação:
"Hoje de manhã, minha filha, teu pai lia-te uma passagem de O Livro dos Espíritos. Tratava-se de música e tu ficaste sabendo que a do céu é muito mais bela que a da Terra. Assim a consideram os Espíritos.
"Tudo isso é verdade: entretanto, tu pensaste: como poderia Bellini vir dar-me conselhos e ouvir a minha música? É obra de algum Espírito leviano e enganador. (Alusão aos conselhos que o Espírito de Bellini lhe dava às vezes sobre música).
"Enganas-te, minha filha; quando os Espíritos tomam sob a sua proteção algum encarnado, têm por fim fazê-lo adiantar-se. Bellini não acha hoje bela a sua música, comparada à do espaço; mas nota a tua aplicação e amor pela arte e tem sincero prazer em te dar conselhos. Deseja que o teu mestre seja recompensado do seu trabalho, porque, embora tenha por infantil a sua ciência, em relação às sublimes harmonias do mundo invisível, aprecia-lhe o talento, que pode dizer-se grande na Terra. Acredita, minha filha, os sons dos instrumentos terrestres, as mais belas vozes, nenhuma idéia vos podem dar da música celeste e das suas suaves harmonias".
Momentos depois, a moça exclama: "Papai, papai, vou adormecer, segure-me"; e, imediatamente, reclinada em uma poltrona, exclama de novo: "Papai, papai, que música deliciosa!... Desperta-me, senão eu vôo daqui". Os assistentes, atordoados, não sabiam como despertá-la, quando ela exclamou: "Água! Água!" E, com efeito, alguns pingos d'água atirados ao rosto produziram o desejado efeito. A princípio, meio atordoada, a moça, pouco a pouco, voltou a si, sem ter a mínima consciência do que se tinha passado. 





Na mesma noite, achando-se o pai só, obteve do Espírito de S. Luís a seguinte explicação:
"Quando lias à tua filha aquela passagem de O Livro dos Espíritos sobre a música, ela teve dúvidas, não podendo compreender a existência da música no mundo espiritual; eis porque, esta noite, eu lhe disse ser verdade o que lhe foi lido, mas não se tendo ela convencido, permitiu-lhe o Senhor aquele sono sonambúlico para que se convencesse.
"Então, o seu Espírito, desprendendo-se do corpo adormecido, voou ao espaço e foi admitido às regiões etéreas, onde o êxtase produzido pela impressão das celestes harmonias a fez exclamar: `'Que música! Que música!". Sentindo-se, porém, cada vez mais atraída para as mais elevadas regiões do mundo espiritual, pediu que a despertassem, indicando o meio: a água.
Tudo se faz pela vontade de Deus. O Espírito de tua filha não terá mais dúvida, conquanto, despertada, nenhuma memória ela conserve do que se passou; ele porém, o Espírito, bem sabe o que apreciou.
"Agradece a Deus os favores que dispensa a essa menina; agradece-lhe por dignar-se fazer-lhe conhecer, cada vez mais, a sua onipotência e bondade. As suas bênçãos desçam sobre vós e sobre esta médium feliz entre mil".
Observação — Perguntar-se-á que convicção pode ter aquela moça, desde que não guarde lembrança do que ouviu. Se, no seu estado normal, os fatos não se apresentam à sua memória, o Espírito os tem bem lembrados, ela conserva uma vaga intuição, que lhe modifica os pensamentos. Em vez de opor-se, aceitará sem dificuldades as explicacões que lhe forem dadas, porque compreenderá e intuitivamente acha-las-á conforme ao seu pensamento.
O que se passou aqui, por um fato insulado, no espaço de alguns minutos, durante a curta excursão feita pelo Espírito daquela moça ao mundo espiritual, é análogo ao que se passa de uma para outra existência, quando o Espírito, que encarna, possui luzes sobre um determinado assunto. Facilmente se apropria de todas as idéias, concernentes àquele assunto, nem que não guarde memória, depois de encarnado, da bagagem desses conhecimentos que trouxe consigo. As idéias porém, não cultivadas por ele, em outras eras, dificilmente lhe entram no cérebro.
É assim que se explica a facilidade com que certas pessoas assimilam as idéias espíritas; é que não fazem mais do que recordar as que já possuíram. Nascem já espíritas, como se nasce poeta, músico, matemático. Compreendem à primeira palavra e não precisam de fatos para se convencer. É este um sinal incontestável do seu adiantamento moral e do desenvolvimento do seu Espírito. 





Na comunicação acima transcrita, foi dito:
"Agradece a Deus os favores, que dispensa a essa menina; as suas bênçãos desçam sobre vós e sobre esta médium feliz entre mil".
Estas palavras pareceriam indicar um favor, uma preferência, um privilégio, quando o Espiritismo nos ensina que Deus, sendo soberanamente justo, não tem preferência por nenhum dos seus filhos, não facilita a ascensão a uns mais do que a outros. Não haja dúvida que a mesma estrada está para todos aberta, mas não a percorrem todos com a mesma rapidez e o mesmo resultado, e não se aproveitam, por igual, das instruções a todos dadas.
O Espírito daquela menina, posto que jovem como encarnado, já sem dúvida muito viveu e, certamente, progrediu. Os bons Espíritos, encontrando-o dócil aos seus ensinos, folgam de instruí-lo, como faz o professor com o discípulo de boas disposições. É nesta conformidade que ele é feliz médium entre muitos outros, os quais pelo seu atraso moral não tiram grande vantagem da mediunidade. Por conseqüência, não há, neste caso, nem favor, nem privilégio, mas unicamente recompensa. Se a jovem deixasse de ser digna, imediatamente ficaria privada dos bons guias, correndo a rodeá-la uma multidão de maus Espíritos.
Os bons médiuns são sempre atenciosamente amparados. Mas se começam de repente a faltar aos seus deveres, desviando-se para interesses mundanos, explorando suas faculdades ou envaidecendo-se com elas, os Espíritos protetores, depois de tentarem abnegadamente impedir que eles se lancem no erro, afastam-se deles. Dá-se então uma troca de companhias. O médium que se transviou fica entregue aos Espíritos mistificadores com os quais se afinou. O mesmo acontece com os pregadores, os doutrinadores, os presidentes de Centros. Todos temos as nossas testemunhas, como dizia o apóstolo Paulo, os nossos anjos guardiães. Mas os Espíritos protetores não podem interferir no nosso livre-arbítrio, sem o qual não poderíamos evoluir. (N. do Rev.)
Copyright 2004 - LAKE - Livraria Allan Kardec Editora

Edgard Armond




Edgard Pereira Armond, nasceu no dia 14 de junho de 1894 em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, Estado de São Paulo de família humilde, Armond, aos 21 anos, ingressa na Força Pública de São Paulo, onde inicia a carreira que lhe daria o título, pelo qual é conhecido até hoje: "Comandante".
Filho de Henrique Ferreira Armond (de Barbacena) e de Leonor Pereira de Souza Armond (de Formiga), ambos de Minas Gerais.
Origem do nome de família: Fidalgos franceses huguenotes, expatriados durante as perseguições religiosas movidas por Catarina de Médicis, na França, a partir da Noite de São Bartolomeu, em Paris, em 1519, e que se estenderam por todo o país até 1582. Refugiaram-se em Amsterdã, na Holanda, dedicando-se ao comércio, transferindo-se depois para a Ilha da Madeira e dali para o Brasil, em meados de 1700, fixando-se em uma sesmaria de terras recebidas do governo português, entre Juiz de Fora e Barbacena, onde construíram a primitiva Fazenda dos Moinhos.



Edgard Pereira Armond foi destacado vulto do Espiritismo. A sua mais intensa atividade foi desenvolvida na Federação Espírita do Estado de São Paulo, onde militou durante 27 anos, exercendo o importante cargo de Secretário-Geral. Com inusitado idealismo exerceu esse cargo, tendo sido o principal artífice da implantação das escolas e cursos de cunho espírita, responsável pelo engrandecimento daquela instituição de âmbito estadual que hoje se projeta como uma das mais notáveis expressões do movimento espírita brasileiro. Em 1912 veio para São Paulo e no mesmo ano foi para o Rio de Janeiro, antiga Capital Federal, onde continuou seus estudos e trabalhou no comércio até 1914.
Nesta época eclodiu a primeira guerra mundial e Edgard Armond voltou para São Paulo, onde se alistou na Força Pública do Estado, hoje Polícia Militar. Em 1918, já Aspirante, casou-se com D. Nancy de Menezes, filha do Marechal do Exército Manoel Felix de Menezes. Como militar, comandou destacamentos nas cidades de Santos, São João da Boa Vista e Amparo. Em São Paulo, foi diretor da Biblioteca da Força Pública e professor de História, Geografia e Geometria. Em 1922 participou da revolução do Forte de Copacabana e, em 1926, formou-se na Escola de Farmácia e Odontologia do Estado. Na revolução de 1924, já como Primeiro Tenente, combateu em São Paulo, no Paraná e em Santa Catarina. Como Capitão serviu na revolução de 1930 e lecionou Administração e Legislação Militar na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais.



Em 1931 apresentou projeto para construção da estrada de rodagem de Paraibuna a São Sebastião e, com poucos recursos, utilizou a própria tropa na construção da referida estrada que foi concluída em 1934, beneficiando várias cidades daquela região. Em 1932, na Revolução Constitucionalista, Edgar Armond assumiu o comando do litoral, divisa do Rio de Janeiro até Santos onde controlava os navios de guerra na ilha de São Sebastião. No período de transição, após o encerramento da revolução, foi nomeado Chefe de Policia do Estado, passando a colaborar com o Interventor Federal em São Paulo, General Waldomiro Lima. Em 1934, assumiu o subcomando da Escola de Oficiais, organizou a Inspetoria Administrativa da Força Pública, participou de concurso e foi promovido a Tenente-Coronel, onde comandou a chefia do serviço de Intendência e Transporte até 1938 quando sofreu um acidente grave e solicitou reforma, permanecendo nessa chefia até 1939. Nesse período escreveu "Tratado de Topografia Ligeira" e "Guerra Cisplatina"
Lembremos que naquele tempo a literatura espírita era escassa. Existiam os livros da Codificação e além deles um ou outro livrinho de produção independente. A promissora obra de Francisco Cândido Xavier, estava ainda nos seus primeiros degraus. Armond logo constatou isso e começou a escrever uns livrinhos mais simples, próprios para os iniciantes à Doutrina Espírita. Eu diria que a inspiração dos cursos de Espiritismo que até hoje estão em pleno vigor na FEESP nasceu das páginas desses livrinhos do Armond. Cursos esses que estão em todos os quadrantes do movimento espírita brasileiro e quiçá do exterior.



O Comandante Armond chegou, então, à Diretoria da FEESP. E como Secretário Geral organizou a “Escola de Médiuns” e a “Escola de Aprendizes do Evangelho”. Hoje estas escolas acolhem mais de cinco mil alunos. E criou também o passe padronizado que tem causado muita polêmica, porque é um ritual muito distante da prática espontânea, intuitiva que fora exemplificada por Jesus.
Sua bibliografia compõe-se de 25 obras. As que fizeram mais sucesso foram “Passes e Irradiações” e “Os Exilados de Capela”. Foi ele também que trouxe para o nosso meio a “Cromoterapia”, que nada tem a ver com a Doutrina Espírita, mas que hoje está espalhada graças um opúsculo escrito por ele e publicado pela Editora Aliança. Devemos a ele também essa enxertia.



Em maio de 1944, o Comandante Armond fundou o jornal “O Semeador”, órgão doutrinário da FEESP. Apoiado por um grupo de amigos fundou ainda a Instituição Espírita “O Lar do Amor Cristão”, em São Paulo e foi um dos signatários da Ata de Fundação da USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo. Além da Cromoterapia e do passe padronizado que ainda hoje causam discussões no meio espírita e certamente serão questionados pelas gerações espíritas do futuro, devo ainda mencionar que suas obras estão carregadas de conceitos orientalistas, pois ele foi um grande estudioso das principais religiões orientais. 


Termos como “chacras” e “carma” e outros de origem oriental foram enxertados por ele no movimento espírita brasileiro.
Há ainda em suas obras um legado místico muito forte que tomou o movimento espírita brasileiro de assalto. Não bastasse o bolor igrejeiro do roustainguismo, o misticismo e o orientalismo do Comandante Armond também trouxeram prejuízos sérios ao movimento espírita brasileiro.
Alegando problemas de saúde, Edgard Armond deixou a FEESP em 1966. E o estrago armondista no movimento espírita brasileiro iria se completar com a criação, por ele próprio, da Aliança Espírita Evangélica que nasceu com vocação um tanto velada, a princípio, federacionista e tornou-se em pouco tempo, em nosso Estado de São Paulo, concorrente da USE e da FEESP.
FONTE: duplavista.com.br

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Os caminhos de Santiago


Os Caminhos de Santiago são os percursos percorridos pelos peregrinos que afluem a Santiago de Compostela desde o século IX. Estes são chamados de peregrinos, do latim "per ægros", "aquele que atravessa os campos". Têm como seu símbolo uma concha, normalmente uma vieira designada localmente por "venera", costume que já vinha do tempo em que os povos ancestrais peregrinavam a Finisterra.
Os caminhos espalham-se por toda a Europa e vão entroncar aos caminhos espanhóis. Com excepção das várias vias do Caminho Português e da Via da Prata que igualmente cortava Portugal a nordeste, que têm origem a sul, e do Caminho Inglês que vinha do norte, a maior parte liga-se ao caminho francês por vir a pé ou a cavalo de leste.




O Caminho de Santiago entrou na história há doze séculos, quando foram encontrados os restos mortais do apóstolo, São Tiago, ou Santiago, na que hoje é a cidade de Santiago de Compostela.
Esta rota une diversas zonas da Europa a Compostela e vem sendo seguida por milhões de pessoas das mais variadas procedências. O itinerário mais famoso é o chamado Caminho Francês, que absorve a maioria dos caminhos vindos do continente europeu e se dirige a Santiago atravessando o nordeste de Espanha. Existem outros percursos não menos importantes vindos de Portugal, do sul de Espanha que atravessava a cidade portuguesa de Chaves, e do oeste e norte da Europa por via marítima.
O Caminho de Santiago atingiu o máximo esplendor nos séculos século XI e XII, e depois após a contra-reforma no início do século XVII por Portugal. Nas últimas décadas voltou a ganhar protagonismo, sendo convertido num itinerário espiritual e cultural de primeira ordem. Foi declarado Primeiro Itinerário Cultural Europeu (1987), Património da Humanidade na Espanha (1993) e França (1998).


 

Caminhos existentes

De modo geral os caminhos hoje encontram-se sinalizados por setas de cor amarela, no chão, muros, pedras, postes, árvores, estradas, marcos de granito ou concreto, e outros. Como regra, passam sempre em frente à igreja mais importante da cidade.
Entre as várias rotas, delineadas desde a Idade Média, destacam-se:
A este liga-se o Caminho Aragonês ("Tramo Aragonés") com saída em Somport, com cerca de 980 quilómetros.
  • Caminho da Prata ("Via de la Plata") - com saída em Sevilha (Espanha), passando por Chaves e Ourense, é o mais longo e segue uma antiga estrada romana a que os árabes chamaram algo que foneticamente soava a 'plata' e assim ficou o nome
  • Caminho Primitivo - com saída em Oviedo.
  • Caminho do Norte - sai de Ribadeo e segue por cerca de 220 quilómetros.
  • Caminho Português, com várias alternativas.
  •  



A maior parte dos caminhos portugueses entroncam em Valença do Minho, onde se fazia (faz) a travessia da fronteira para Tui e daí estende-se por cerca de 130 quilómetros. Do lado português, os percursos mais frequentados são a partir de Fátima, do Porto, de Barcelos ou de Braga. Nos últimos anos, tem ganhado relevo o percurso Porto-Rates-Barcelos-Ponte do Lima-Valença como principal caminho português.
  • Caminho da Ria de Arousa, de Padron.
  • Caminho Inglês - parte de Ferrol ou da Corunha, estendendo-se por aproximadamente 120 quilómetros.
Surgiu a partir dos peregrinos das ilhas britânicas que, devido à Guerra dos Cem Anos, não podiam atravessar a França com segurança e assim viajavam de barco até à Galiza e daí a pé até Compostela
  • Caminho de Finisterra - um prolongamento, especialmente para os peregrinos que vinham de longe terem a ideia que tinham chegado ao 'fim da terra' (finis terrae).




 Apenas os Caminhos Inglês, Francês e Português chegam a Santiago de Compostela.
Os outros vão-se juntando a estes três durante o percurso. O Caminho de Finisterra une Santiago de Compostela e o Cabo Finisterra.
Fonte:wikipedia


Feng Shui:Dicas de Prosperidade




1)" A PROSPERIDADE BATE À PORTA "

Para que a ela, a prosperidade, entre totalmente em sua vida, alguns cuidados são necessários:
- A casa deve ter uma numeração de fácil identificação, se não a sorte não vai te achar.
- A porta deve abrir com facilidade e totalmente. Nada de portas emperradas ou com móveis atrás que impedem a abertura total.
- Ponha um sino de vento de metal atrás da porta. O sino atrai boas energias.

2)" A ABUNDÂNCIA BANHA SUA CASA ".

Para o Feng Shui, toda a casa deve ter um rio calmo e sereno passando diante da porta. O rio irá trazer, para a casa e seus moradores, saúde, prosperidade e alimentos, levando embora as más energias. Hoje em dia, nem sempre conseguimos ter um rio em nossas portas. Mas, podemos colocar objetos e quadros que lembrem água. Você pode colocar, pelo lado de dentro da casa, próximo a porta de entrada, uma fonte de água ligada, um aquário com peixes, uma gravura ou quadro com um rio, mar e barcos, uma foto de um local que tenha cachoeira ou motivos naúticos. Tudo para atrair prosperidade.

3)" O FOGO DA PROSPERIDADE "

Você sabia que o fogão é considerado o caixa forte ou cofre da casa. Seu elemento é o fogo. É nele que preparamos os alimentos que irão nos dar sustetanção e energia no dia-a-dia. Anote alguns cuidados que você deverá ter com o fogão:
- Sempre limpo e impecável;
- Todas as bocas e o fogão funcionando bem;
- Nada de lixo perto dele, é anti-próspero.




4)" CUIDADO COM ENTULHO E LIXO "

Muitos cuidados para não ficar acumulando e guardando objetos, pápeis, roupas e lembranças que não tem mais utilidade e uso. Estes "entulhos " provocam a energia estagnada, o que atrapalha a prosperidade da casa. Faça uma avaliação e limpeza geral. Abra espaço em sua casa e vida. Não esqueça de colocar o lixo para fora também.

5)" MUITO VERDE NA CASA "

Abuse de plantas. Elas trazem boas energias. Coloque muitas flores amarelas e vermelhas, pois atraem prosperidade e abundância. Arranjo de girassol também é muito usado para atrair riqueza.

6)" MESA DE JANTAR "

A mesa de jantar, da sala ou da cozinha, é o local onde as pessaos se reúnem para as refeições e para conversar. O Feng Shui a considera um local também de prosperidade. Coloque sobre a mesa um belo arranjo de flores ou uma fruteira cheia de frutas. Se houver espaço, coloque na parede um espelho para refletir a mesa de jantar e dobrar a prosperidade. 

7)" LADRÃO DA ABUNDÂNCIA "

Muito cuidado com os banheiros, são ladrões de abundância. Mantenha sempre a porta do banheiro fechada e a tampa da privada baixa. Já irá ajudar bastante.

Escrito por Vera Caballero & Franco Cuizzetti
Consultores e Profº de Feng Shui, Bioenergias,
Yoga e Oráculos.
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