terça-feira, 1 de julho de 2014
Encontro com as Sombras
Por:Luiz Antonio
Para a física, especificamente a ótica, sombra é uma região escura formada pela ausência parcial da luz.
Em termos psicológicos, sombra é tudo o que desconheço sobre mim mesmo e que me deixa desconfortável, independente de ser positivo ou negativo. A sombra é, de certo modo, tudo o que eu desejo ser e também o que não desejo ser.
Essa região escura (inconsciente) pode permanecer desconhecida ou até mesmo podemos desejar não iluminá-la (tomar consciência da sua existência), o que não significa que ela deixará de existir e até mesmo de perturbar nossa vida. A inconsciência da nossa sombra é uma enorme ameaça ao bem-estar da sociedade como um todo.
A sombra não é o mal, apesar de sua manifestação ser entendida como tal. Ela é, na verdade, uma fonte de possibilidades e qualidades que por algum motivo negligenciamos ou não utilizamos. A sombra frequentemente confronta nossos desejos e até mesmo contamina as nossas melhores intenções. Sem um encontro com a sombra o nosso processo de individuação fica comprometido e a vida sem significado.
Qual a vantagem em ter consciência da sombra? As vantagens são imensas: a primeira e principal é que o encontro com a sombra nos mostra uma realidade que buscamos esconder mantendo a vida superficial, ou seja, encontrar com a sombra é um convite para a expansão da consciência. Uma segunda vantagem é que, ao nos tornarmos conscientes dela diminuímos consideravelmente as projeções e passamos a entender que aquilo que é tão irritante em outras pessoas é, na verdade, uma expressão de nossa própria sombra, ou seja, nos pertence.
Existem quatro formas de lidar com a sombra:
1º. Quando ela permanece inconsciente, faz escolhas por nós. Quando não nos ocupamos com um trabalho de autoconhecimento, não temos o hábito de nos questionar ou de fazer o que sugere Santo Agostinho na questão 919 do Livro dos Espíritos, corremos o risco de deixar a sombra “escolhendo” por nós, entregamos a nossa vida ao turbilhão da vida e somos arremessados de um lado para o outro sem controle dos nossos atos, acreditando sermos vítimas do destino;
2º. Nós a projetamos nos outros e repudiamos neles o que é intolerável para nós. Por que vemos o argueiro no olho do nosso irmão e não enxergamos a trave no nosso? Por não reconhecermos a sombra vemos no outro o que na verdade nos pertence. É verdade, por mais doloroso que isso possa nos parecer, se existe incomodo é sombra e é nossa;
3º. Nós nos identificamos com ela e a vivemos, não sendo capazes de nos criticarmos ou avaliarmos às consequências dos nossos atos. “Eu nasci assim e vou morrer assim”, e acomodamo-nos numa perspectiva limitada de nós e levamos uma vida como um rascunho sem aproveitarmos o que existe de melhor e sem conhecermos as nossas qualidades;
4º. Nós admitimos que aquilo que não nos deixa confortáveis é, apesar de tudo, nosso, então crescemos em nossa capacidade de trabalhar com essa energia e assimilá-la de forma consciente. Com isso nos tornamos hoje melhores que ontem e amanhã melhores que hoje, como propõe a Doutrina Espírita.
É preciso muita coragem para reconhecer que o que está errado no mundo está errado em nós, e assim por diante. Tememos esse doloroso encontro com as nossas qualidades inferiores, mas, nesses momentos de humildade, começamos a melhorar o mundo que habitamos e poderemos dar origem às condições que favorecem a cura de nossos relacionamentos e de nós mesmos.
Precisamos ter a coragem de olhar de manhã no espelho e ver o nosso inimigo: nós mesmos, e também de olhar no fundo de nós e ver o nosso maior tesouro: nós mesmos, o nosso EU verdadeiro que espera pacientemente a nossa permissão para vivermos a nossa realidade de filhos de Deus.
Fonte: correioespirita.org.br
O Codex Troiano
Existem indicações aceitaveis, que constam de uma extensa e curiosa bibliografia assinada por autores respeitáveis de todos os ramos da ciência oficial. Vamos transcrever um documento referente à Atlántida, é um manuscrito denomi nado " O Troiano ", descoberto em escavações arqueológica do Pais dos Toltecas ao sul do México e que se conserva, segundo sabemos, no Bristish Museum de Londres.
Ele diz:
- No ano 6 de Kan, em 11 muluc, no mês de Zac, terríveis tremores de terra se produziram e continuaram sem interrupções até dia 13 de Chuem.
- Depois de sacudido por duas vezes desapareceu subitamente durante a noite.
- o solo continuamente influenciado por forças vulcânicas subia e descia em vários
- lugares, até que cedeu.
- As regiões foram, então, separadas umas das outras e, depois dispersas.
- não tendo podido resistir às suas terríveis convulsões elas afundaram, arrastando sessenta e quatro milhões de habitantes.
- Isto passou-se 8.600 anos antes da composição deste livro.
O Codex Tolteca Tira (Livro das Migrações) menciona, entre outras, as migrações de oito tribos, que alcançaram as praias do Pacifico, vindas de uma terra a leste, chamada de AZTLAN.
Nos velhos desenhos mexicanos a misteriosa pátria de origem dos toltecas e Astecas, a terra Aztlan, está representada por uma ilha montanhosa e uma dessas montanhas está cercada por uma muralha e um canal.
Os índios pele-vermelhas do Dakota, nos Estados Unidos, guardam uma lenda segundo a qual seus antepassados habitavam uma ilha no oriente formado por uma só Nação e dali vieram por mar, para a América. Na Venezuela, Perú e outros lugares encontram-se índios brancos de olhos azuis, cabelos castanhos; e os WARSAN, tribo Arovac, afirmam que, seu antepassados moravam em um paraíso terrestre, para o oriente.
O Popul-vu, obra em quatro volumes que contém todo a mitologia dos Maias em idioma quiché, conta que os antepassados dessa tribo da Guatemala vieram, há mui- tissimos anos, de um pais situado muito a leste, em pleno oceano. Enfim, há inumeras outras referências entre as tribos da América sobre esse país de AZTLAN e todas concordes em situá-lo no oceano, a leste, lugar justamente onde se localizava a Atlántida.
Na narração do Troiano, refere-se a dois cataclismos ocorrido um 8452 e outro 4292 anos antes de Cristo, como se vê noticiam dois afundamentos parciais ao em vez de um geral. Conclui que primeiramente afundou a Grande Atlântida, e depois submergiu por suas vez uma parte que restou do grande continente e que era na antigüidade conhecida por Pequena Atlântida, ( Poseidonis ) região formada por uma ilha de larga extensão que desenvolvia da costa norte da África á altura do atual Mar de Sargaços, em sentido leste-oeste, segundo sondagens feitas por cientistas europeus, possuía dimensões Continentais calculadas em 3.000 x 1.800 quilômetros, que dá 3.400.000 k2
No fundo do Atlântico foram encontradas lavas vulcânicas cristalinas, cuja congelação era própria de agentes atmosféricos, e que o esfriamento da lava se deu em terra e não no mar. Com o afundamento da Atlântida, algumas partes altas que hoje forma as ilhas de Cabo Verde, Açores, Canárias e outras.
No fundo do Atlântico está lentamente se erguendo: a sondagem feita em 1923 revelou um erguimento em 25 anos, o que concorda com as profecias que dizem que a Atlântida se reeguerá do mar para substituir continentes que serão, por usa vez, afundados nos dias que estamos vivendo.
Fonte: qsl.net
Diante do Mundo
Ante os pesares do mundo,
Observa, alma querida,
A dor que ilumina a vida,
Sob as provas, tais quais são...
A Terra é uma grande escola
De que temos o usufruto,
Lembrando enorme instituto
De trabalho e elevação.
Nascemos e renascemos,
Atendendo a leis concisas,
Conforme as lições precisas
Que temos nós para dar;
No serviço que nos cabe,
Naqueles com quem vivemos,
Jazem os pontos supremos
De nosso próprio lugar.
Nas tarefas em que estejas,
Cumpre o dever que te assiste,
Se a vida parece triste,
Não te queixes de ninguém...
Cada pessoa na Terra
Intimamente é chamada
A servir, de estrada à estrada,
Para a vitória do bem.
O homem robusto e moço
Que administra a riqueza,
Traz, por vezes, rude e acesa,
A fogueira da aflição;
A mulher que exibe ao colo
A cruz em jóias e luzes,
Às vezes tem muitas cruzes
Por dentro do coração.
Nunca censures. Trabalha,
Crê, auxilia e não temas.
Cada qual guarda problemas,
Em forma de sombra e dor.
Quem mais serve e mais perdoa
É aquele que se renova,
Vencendo, de prova em prova,
Na grande escola do amor.
Observa, alma querida,
A dor que ilumina a vida,
Sob as provas, tais quais são...
A Terra é uma grande escola
De que temos o usufruto,
Lembrando enorme instituto
De trabalho e elevação.
Nascemos e renascemos,
Atendendo a leis concisas,
Conforme as lições precisas
Que temos nós para dar;
No serviço que nos cabe,
Naqueles com quem vivemos,
Jazem os pontos supremos
De nosso próprio lugar.
Nas tarefas em que estejas,
Cumpre o dever que te assiste,
Se a vida parece triste,
Não te queixes de ninguém...
Cada pessoa na Terra
Intimamente é chamada
A servir, de estrada à estrada,
Para a vitória do bem.
O homem robusto e moço
Que administra a riqueza,
Traz, por vezes, rude e acesa,
A fogueira da aflição;
A mulher que exibe ao colo
A cruz em jóias e luzes,
Às vezes tem muitas cruzes
Por dentro do coração.
Nunca censures. Trabalha,
Crê, auxilia e não temas.
Cada qual guarda problemas,
Em forma de sombra e dor.
Quem mais serve e mais perdoa
É aquele que se renova,
Vencendo, de prova em prova,
Na grande escola do amor.
pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: Coração e Vida, Médium: Francisco Cândido Xavier
Fonte:Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil
Acesse o nosso site:
www.caminhosluz.com.br
domingo, 29 de junho de 2014
A Lenda de Edelweiss
A Edelweiss, a
mais conhecida e poética flor das montanhas e da neve, é originária das
estepes da Ásia Central. É uma pequena flor, com o centro de um amarelo
acinzentado, rodeada de pétalas brancas e aveludadas. Floresce de Julho a
Setembro. A Edelweiss tem uma lenda…
Conta-se que há milhares e milhares de anos – quem poderia contá-los? – surgiu uma montanha num planalto coberto de neve.
Todas as suas
vertentes eram escarpas cobertas de neve e gelo, como se fosse uma
cobertura rendada. E lá no cimo da montanha, num píncaro inacessível de
brancuras imaculadas, encontrava-se a Dama Branca sobre o seu trono de
gelo. Vítima de um sortilégio, ali ficara prisioneira das neves eternas,
até que um ser humano chegasse até ela e lhe beijasse a mão.
A aventura era
considerada impossível porque, ainda que algum audacioso pudesse escalar
a alta e íngreme montanha, pequenos gnomos armados de flechas
trespassá-lo-iam.
No entanto, um
dia, um belo e jovem príncipe quis tentar a escalada perigosa.
Chamava-se Dourado. Insensível às súplicas e lágrimas do seu povo,
partiu.
Ao atingir o planalto, despediu-se dos seus soldados e começou a subir a montanha.
Quando estava
prestes a atingir o pico onde se encontrava a Dama Branca, uma enorme
massa do rochedo desprendeu-se e arrastou-o. A Dama Branca que ansiosa e
trémula tinha seguido os seus esforços, desatou a chorar quando viu o
seu príncipe precipitar-se no abismo.
E cada uma das
suas lágrimas, ao tocarem a neve, transformava-se numa estranha flor,
desconhecida até ali. As pétalas dispostas em auréola em volta de um
chapelinho de flores amarelo acinzentado, eram brancas e como que
recobertas de uma delicada penugem para as proteger do frio.
Pareciam
recortadas num tecido suave e irreal, duma beleza delicadíssima, mas
severa. Eram os filhos da dor e do rochedo. O vento, acariciando estas
flores, levou para longe sementes que foram cair sobre montanhas
vizinhas e dessas, passaram depois de novas flores, para outras
montanhas… E foi assim que de montanha em montanha chegaram aos Alpes e
lembram para sempre a Dama Branca e o seu príncipe Dourado.
Fonte: http://zambezianachuabo.blogspot.com.br
terça-feira, 24 de junho de 2014
A Transição do Planeta Terra
“A população terrestre alcança a passos largos o expressivo número de sete bilhões de seres reencarnados simultaneamente, disputando a oportunidade da evolução...
Bezerra de Menezes
Embora as grandes aquisições do conhecimento tecnológico e dos avanços da ciência na sua multiplicidade de áreas, nestes dias conturbados os valores transcendentes não têm recebido a necessária consideração dos estudiosos que se dedicam à análise e à promoção dos recursos humanos, vivendo mais preocupados com as técnicas do que com o comportamento moral, que é de suma importância. Por isso, a herança que se transfere para as gerações novas que ora habitam o planeta diz mais respeito à ganância, ao prazer dos sentidos físicos, à conquista de espaço de qualquer maneira, dando lugar à violência e à desordem...
Têm ocupado lugar o materialismo e o utilitarismo, contexto em que muitos comprazem-se distantes da solidariedade, da compaixão e dos espírito fraternal, ante a dificuldade da real vivência do amor, conforme ensinado e vivido por Jesus.
Os indivíduos parecem anestesiados em relação aos tesouros da alma, com as exceções compreensíveis.
Felizmente, o fim do mundo de que falam as profecias refere-se àquele de natureza moral, com a ocorrência natural de sucessos trágicos que arrebatarão comunidades, facultando a renovação, que a ausência do amor não consegue lograr como seria de desejar...
Esses fenômenos não se encontram programados para tal ou qual período, num fatalismo aterrador como muitos que ignoram a extensão do amor de Nosso Pai divulgam,mas para um largo período de transformações, adaptações, acontecimentos favoráveis à vigência da ordem e da solidariedade entre todos os seres.
É compreensível, portanto, que a ocorrência mais grave esteja, de certo modo, a depender do livre-arbítrio das próprias criaturas humanas, cuja conduta poderá apressar ou retardar a sua constituição, suavizando-a ou agravando-a...
Se as mentes, ao invés do egoísmo, da insensatez e da perversidade, emitissem ondas de bondade e de compaixão, de amor e de misericórdia, certamente o panorama na Terra seria outro.
Compreendendo-se a transitoriedade da experiência física, no futuro a psicosfera do planeta será muito diferente porque as emissões do pensamento alterarão as faixas vibratórias atuais que contribuirão para a harmonia de todos e para o aproveitamento do tempo disponível.
O amor de Nosso Pai e a ternura de Jesus para com o Seu rebanho diminuirão a gravidade dos acontecimentos, mediante também a compaixão e a misericórdia, embora a severidade da lei do progresso.
Todos nos encontramos, desencarnados e encarnados, comprometidos com o programa da transição planetária para melhor. Por essa razão, todos devemos empenhar-nos no trabalho de transformação moral interior, envolvendo-nos em luz, de modo que nenhuma treva possa causar-nos transtorno ou levar-nos a dificultar a marcha da evolução.
Certamente, os espíritos fixados nas paixões degradantes sintonizarão com ondas vibratórias próprias a mundos inferiores, para eles transferindo-se por sintonia, onde se tornarão trabalhadores positivos pelos recursos que já possuem em relação a essas regiões atrasadas nas quais aprenderão as lições da humildade e do bem proceder. Tudo se encadeia nas leis divinas, nunca faltando recursos superiores para o desenvolvimento moral do espírito.
Nesse imenso processo de transformação molecular até a conquista da angelitude, há vários meios propiciatórios para o crescimento intelecto-moral, sem as graves injunções desagradáveis. Todos esses meios, entretanto, têm como base o amor e o trabalho.
Assim, a divulgação do Espiritismo é de fundamental importância por demonstrar a todos a imortalidade, a justiça divina, a mediunidade, os mecanismos de valorização da experiência na reencarnação e o imenso significado de cada momento existencial. Desse modo, convidemos a todos o aprendizado pelo amor, à reflexão e ao labor da caridade fraternal com que se enriquecerão, preparando-se para a libertação inevitável pela desencarnação, quando ocorrer.
Louvar e agradecer ao Senhor do Universo pela glória da vida que nos é concedida e suplicar-Lhe auxílio para sermos fiéis aos postulados do pensamento de Jesus, nosso Mestre e Guia, constituem deveres nossos em todos os momentos.
Entretanto, todos os trabalhadores do bem devem atentar para o fato de que experimentarão o aguilhão da dificuldade, sofrerão o apodo e a incompreensão desenfreada que têm sido preservados pela invigilância dos que nada contribuem.
Todos serão chamados ao sacrifício, de alguma forma, a fim de demonstrarem a excelência dos conteúdos evangélicos, considerando-se, por um lado, as injunções pessoais que exigem reparação e, por outro, a fidelidade que pede confirmação pelo exemplo.
Que se não estranhem as dificuldades que se apresentam inesperadamente, causando, não poucas vezes, surpresa e angústia. Por isso, o refúgio da ração apresenta-se o lugar seguro para reabastecer as forças e seguir com alegria.
As entidades que se comprazem na volúpia da vampirização das energias dos encarnados distraídos e insensatos, voltam-se contra os emissários de Jesus onde se encontrem, gerando conflitos em sua volta e agredindo-os com ferocidade. O trabalhador do Mestre, por sua vez, deve voltar-se para a alegria do serviço, agradecendo aos Céus a oportunidade autoiluminativa, sem que nisso ocorra qualquer expressão de masoquismo. Aliás, constitui-nos uma honra qualquer sofrimento por amor ao ideal da verdade, à construção do mundo novo.
Que o discernimento superior possa assinalar-nos a todos, e que os mais valiosos recursos que se possuam sejam colocados à disposição do Senhor da Vinha que segue à frente.”
Dr. Bezerra de Menezes (espírito) em Amanhecer de uma nova era, de Manoel Philomeno de Miranda (espírito), psicografia de Divaldo Franco.
Fonte: oespiritismo.com.br
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