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domingo, 7 de setembro de 2014

Afetos Relembrados



Alma querida, escuta:
Depois de compromissos assumidos,
De coração atônito, avistaste
Formosas afeições de tempos idos...

Não sabes definir o sentimento
Que te parece fome, em que lutas e esperas,
Ansiando reaver cuidados incessantes,
Contatos e alegrias de outras eras.

Eis que a reencarnação, vedando-te as lembranças,
Não te deixa extrair da névoa transitória
Nomes e posições, impulsos e ocorrências
Que a vida te guardou no escrínio da memória...

Mas a lei da atração te fala sem barulho,
Na força do reencontro inesperado,
Sobre a nova expressão em que se te apresentam
As ligações que volvem do passado.

Alma presa ao dever em que te ajustas,
Bastas vezes te vês em pranto ardente;
Queres reter, de novo, os laços prediletos
De que vives ausente.

Entretanto, alma boa, louva sempre
A prova que te envolve o próprio “eu”...
Firam-te estranhas dores, permanece
No trabalho que o Céu te concedeu.

Ama, abençoa, ampara, esclarece, aprimora...
Essas almas queridas
São flores que plantaste noutro tempo.
Entre sombras e luzes de outras vidas.

Não lhes negues carinho e reconforto,
Mas não te faças coração em chama,
Ensina-lhes o amor em sacrifício
Com que o Cristo nos ama.

Cumpre as obrigações em que Deus te resguarda,
Sem de leve rompê-las...
E, um dia, encontrarás o amor de teus sonhos mais altos,
No País das Estrelas.





pelo Espírito Maria Dolores - Do livro: A Vida Conta, Médium: Francisco Cândido Xavier

Fonte: Centro Espírita Caminhos de Luz-Pedreira-SP-Brasil

sábado, 30 de agosto de 2014

Phugtal Gompa



Com vista para um desfiladeiro enorme e com ponte de corda rio, Phugtal Mosteiro está situado em um penhasco enorme no Ladakh Himalaya em Zanskar , norte da Índia. Fundada nos anos 1100 por Lama Gangsem Sherap Sampo, a estrutura, também conhecida comoPhugtal Gompa ou Phuktal, repousa sobre uma base de galhos e lama a uma altura de mais de 3.800 metros.

A gompa é um reduto espiritual budista e local de aprendizagem habitado por monges e freiras. Gompas muitas vezes têm um hall central que contém obras de arte sacra chamados Murti e thangka. Estas estátuas, pinturas e tapeçarias são acreditados para encarnar espíritos divinos e fornecer o foco para a adoração, meditação e oração, além de ser usado para ensinar a história do Buda.

O projeto de Phuktal e localização isolada tem um significado espiritual, porque os monges itinerantes antigos abrigada e meditava nas cavernas da área. Construído em torno desta particularmente grande caverna são quatro salas de oração, uma biblioteca, cozinhas, quarto de hóspedes e os alojamentos para cerca de 70 monges em residência.

Este mosteiro espetacular não só é uma atração turística, mas também preserva um modo de vida; guiando estudante monges através de vários meios de culto, incluindo música, artesanato e obras de arte religiosa.
Fonte:urbanghostsmedia.com

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Césare Lombroso




Césare Lombroso nasceu em Verona, no dia 6 de novembro de 1835. Faleceu no dia 19 de outubro de 1909, em Turim. Foi um dos fundadores da corrente positivista do Direito Penal. Suas pesquisas e seus livros, notadamente sobre antropologia criminal, tornaram-no conhecido e respeitado mundialmente. 

Foram-lhe concedidas inúmeras honrarias. Perquirindo sobre as causas primeiras dos atos delituosos, direcionou a atenção dos estudiosos à pessoa do delinquente, visando precipuamente à humanização das penas. Concebeu a chamada “teoria do criminoso nato”, também conhecida como “teoria lombrosiana”, ainda hoje estudada nas Faculdades de Direito e de Medicina, na Cadeira de Medicina Legal.

Como os materialistas de sua época, acreditava que a personalidade moral nada mais era que a secreção do cérebro. E, nessa linha de raciocínio, a morte tudo extinguia (mors omnia solvit).


Em 1891, às insistências de um amigo, Lombroso foi assistir a uma  experiência com a médium Eusápia Paladino. Observou inúmeros fenômenos de efeitos físicos. 

Admitiu a realidade dos fenômenos. Todavia, preso às suas convicções materialistas, não podendo admitir pensamento sem cérebro e nem a sobrevivência do espírito após a morte, entendeu que ditos fenômenos eram causados por funções neurofisiológicas da sensitiva.

Em 1902, em outra sessão, Eusápia foi encerrada numa jaula, literalmente amarrada numa cadeira confortável. A jaula foi fechada e envolvida por pesados reposteiros. Alguns fenômenos de efeitos físicos. De repente, Lombroso percebeu que das cortinas emergiu um vulto, que veio deslizando em sua direção.

 Um arrepio intenso percorre-lhe a epiderme, seus pelos ficam eriçados. Ele reconhece sua mãe. A mãe aproxima-se mais e mais, abraça-o carinhosamente, beija-lhe a face. Ele abraça-a também, sente sua carne, sente seu calor. Embora já um pouco surdo, ouve distintamente ela dizer-lhe em dialeto: “meu filho”.

O fenômeno atrai, a doutrina orienta. Lombroso devorou tudo que havia sobre Espiritismo. Tornou-se espírita. Entre outros, escreveu um livro muito sugestivo, traduzido para o português e editado pela FEB sob o título “Hipnotismo e Espiritismo”. Nesta obra ele refuta sua teoria do criminoso nato. Nesta obra ele refuta sua teoria do criminoso nato. Não é o tipo físico que determina o tipo psicológico.




 É exatamente o contrário. O espírito reencarnante é quem, acoplando-se ao óvulo fertilizado, passa a dirigir a multiplicação e a diversificação das células, direcionando-as à constituição dos mais diversos tecidos do corpo, conforme modelo adredemente impresso em seu corpo espiritual. É o que a ciência de vanguarda denomina “MOB – modelo organizador biológico”, encarregado da elaboração e da manutenção do corpo físico.

No prefácio da citada obra, Lombroso confessou que seus melhores amigos tentaram demovê-lo da intenção de publicá-la, que certamente viria denegrir sua reputação. Todavia, tendo consagrado sua vida ao desenvolvimento da psiquiatria e da antropologia criminal, entendeu dever coroar sua carreira de lutas pelo progresso das ideias, defendendo a ideia mais contestada e zombada do seu século.

 Assim, não hesitou em refutar a teoria do criminoso nato e publicou a obra. Efetivamente, a Academia só se reporta à primeira fase da produção científica de Lombroso, fase rica de conteúdo, mas incompleta porque inspirada no modelo materialista. Efetivamente, a ciência oficial resolveu esquecer Lombroso como espírita e grande inovador na relação “crime e castigo”.

Dia virá, e não está longe, que se cuidará mais da prevenção que da repressão da criminalidade; em que a pena perderá cada vez mais a característica de vindicta para se transubstanciar no instrumento maior de reabilitação do delinquente à vida social; em que, na aplicação e dosagem da pena, se analisará não apenas os motivos que levaram o delinquente ao ato tipificado como crime, mas também se questionará a responsabilidade moral do agente; em que os governantes compreenderão que vieram para servir, não para serem servidos (João, 13:12, 21:!% a 17); em que os motivadores de opinião resolverem implantar o reino de Deus já no plano material, conforme promessa foi lembrada por Jesus no Sermão da Montanha, quando asseverou que os “mansos herdarão a Terra”.

 Nesse dia, Lombroso será reconhecido como um dos grandes difusores da nova era.

Fonte: mundoespirita.com.br

A Decepção



 Você já teve alguma decepção na vida? 

Dificilmente alguém passa pela existência sem sofrer uma desilusão, ou ter alguma surpresa desagradável em algum momento da caminhada.
Podemos dizer que o sabor de uma decepção é amargo e traz consigo um punhal invisível que dilacera as fibras mais sutis da alma.
Isso acontece porque nós só nos decepcionamos com as pessoas em quem investimos nossos mais puros sentimentos de confiança e amor. 

Pode ser um amigo, a quem entregamos o coração e que, de um momento para outro, passa a ter um comportamento diferente, duvidando da nossa sinceridade, do nosso afeto, da nossa dedicação, da nossa lealdade...
Também pode ser a alma que elegemos para compartilhar conosco a vida, e que um dia chega e nos diz que o amor acabou, que já não fazemos mais parte da sua história... que outra pessoa agora ocupa o nosso lugar. 

Ou alguém que escolhemos como modelo digno de ser seguido e que vemos escorregando nas valas da mentira ou da traição, desdita que nos infelicita e nos arranca lágrimas quentes e doloridas, como chama que queima sem consumir.
Enfim, só os nossos amores são capazes de nos ferir com a espada da decepção, pois os estranhos não têm esse trágico poder, já que seus atos não nos causam nenhuma impressão. 

Assim, vale a pena algumas reflexões a esse respeito para que não nos deixemos atingir pela cruel espada da desilusão.
Para tanto, podemos começar levando em conta que, assim como nós, nossos amores também não são perfeitos.
E que, geralmente, não nos prometem santidade ou eterna fidelidade. Nunca nos disseram que seriam eternamente a mesma pessoa e que jamais nos causariam decepções. 

Nós é que queremos que sejam como os idealizamos.
Assim nos iludimos. Mas só se desilude quem está iludido. 

Importante que pensemos bem a esse respeito, imunizando a nossa alma com o antídoto eficaz do entendimento.
Importante que usemos sempre o escudo do perdão para impedir que os atos infelizes dos outros nos causem tanto sofrimento. 

Importante, ainda, que façamos uso dos óculos da lucidez, que nos permitem ver os fatos em sua real dimensão e importância, evitando dores exageradas.
A ilusão é como uma névoa que nos embaraça a visão, distorcendo as imagens e os fatos que estão à nossa frente. 

E a decepção nada mais é do que perceber que se estava iludido, enganado sobre algo ou alguém.
Assim, se você está amargando a dor de uma desilusão, agradeça a Deus por ter retirado dos seus olhos os empecilhos que lhe toldavam a visão.
Passe a gostar das pessoas como elas são e não como você gostaria que elas fossem. 

Considere que você também já deve ter ferido alguém com o punhal da decepção, mesmo não tendo a intenção, e talvez sem se dar conta disso.
Por todas essas razões, pense um pouco mais e espante essa tristeza do olhar... Enxugue as lágrimas e siga em frente... sem ilusões.  

*   *   *
Aprenda a valorizar nas pessoas suas marcas positivas.
Lembre-se de que cada um dá o que tem, o que pode oferecer.
Uns oferecem o ácido da traição, o engodo da hipocrisia, o fel da ingratidão, pois é o que alimentam na alma. 

Mas, seja você a cultivar em seu jardim interior as flores da lealdade, do afeto, da compreensão, da honestidade, para ofertar a todos aqueles que cruzarem o seu caminho.
Seja você alguém incapaz de ferir ou provocar sofrimentos nos seres que caminham ao seu lado. 



   Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, Coletânea v. 8/9 e no livro Momento Espírita,
v. 3 ed. Fep.
Em 13.06.2011.

Fonte:momento.com.br

O Livro de Mirdad


O livro de Mirdad é o mais conhecido livro do escritor libanês Mikhail Naimy. Ele conta a história da "Arca", um templo construído a mando de Noé para que os homens não esquecessem dos motivos que levaram Deus a provocar o Dilúvio.
 
Conta a história que a Arca de Noé carregava nove pessoas, oito eram da família de Noé e o nono era um clandestino, cuja existência só era sabida por Noé. Quando as águas do Dilúvio estavam começando a baixar Noé chamou seu filho Sem e lhe pediu que construísse, no alto de uma montanha, um templo que seria chamado "A Arca" onde ele ascenderia um fogo que jamais seria apagado, e serviria para lembrar a humanidade das palavras de Deus. 
 

O templo deveria ser uma imitação arquitetônica da arca original e deveria ser cuidado, sempre, pelo mesmo número de passageiros da arca original: nove. Os irmãos que optassem por entrar na Arca passariam o resto de suas vidas nela, e quando um dos irmãos viesse a falecer a primeira pessoa que batesse a porta exigindo tomar seu lugar deveria ser aceita imediatamente.
 

Isso aconteceu por muitos anos até que um dos monges faleceu e o primeiro homem que se apresentou para tomar seu lugar foi um mendigo e o Monge Superior resolveu não aceitá-lo na Arca, a não ser como servo. 
 
 
Por sete anos Mirdad serviu a Arca em silêncio, fazendo tudo que lhe era pedido. A Arca prosperava e o Monge Superior se tornava cada vez mais arrogante. No oitavo ano Mirdad falou pela primeira vez e assumiu seu verdadeiro lugar na Arca como lider.
 

Na história O livro de Mirdad foi escrito pelo historiador da Arca, um homem chamado Naronda, e são os ensinentos que Mirdad proferiu depois de sete anos de servidão.
 

Este é um livro que faz refletir, independente de credos e religiões. Independente se você acredita na Arca de Noé ou não. É uma história que aborda temas para se pensar, coisas a respeito do próprio ser humano.
 

"Mirdad: O Amor é a Lei de Deus. Viveis para que aprendais a amar. Amais para que aprendais a viver. Nenhuma outra lição é exigida do homem."
 
Fonte e compra no site:http://filhosdoarquiteto.com
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