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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A Igreja Anglicana



Historicamente não é possível precisar quando o Cristianismo aportou na Inglaterra, embora alguns dados oficiais apontem a existência desta religião antes do século III nas Ilhas Britânicas. Algumas lendas ainda não comprovadas indicam que esta região teria recebido a mensagem cristã através do apóstolo Paulo e também de Filipe e José de Arimatéia. É muito provável que grupos de cristãos, fugindo da perseguição contra esta nascente religião, tenham se exilado nestas terras e aí disseminado o Evangelho.

No Concílio de Arles, na França, que ocorreu no ano de 314 d.C., três bispos de uma Igreja inglesa - desconhecida das autoridades eclesiásticas romanas - marcaram sua presença, os primeiros bispos anglicanos de que já se teve informação.

A Igreja Celta é a primeira Igreja Cristã instituída na Inglaterra. Este povo já vivia neste local antes da chegada dos anglo-saxões, e resistiram à cultura pagã que seus dominadores queriam lhes impor. Eles edificaram uma instituição livre, sem vínculos com Roma ou qualquer outra matriz, organizada de forma monástica e tribal, com traços orientais.




 O Papa Gregório, no ano de 597, desejando estender seu domínio sobre o território britânico, expediu até as ilhas seus mensageiros, quarenta monges liderados por Agostinho, que se tornou o primeiro Arcebispo de Cantuária, na tentativa de converter os habitantes da Bretanha, depois de 150 anos de inatividade cristã imposta pelos invasores. Algum tempo depois Teodoro de Tarso chefiou uma nova missão apostólica.

A Grã-Bretanha sofreu outra invasão no fim do século X, desta vez dos dinamarqueses, que aniquilaram quase tudo. Logo depois, no ano de 1016, ocorreu uma segunda dominação normanda, porém desta vez liderada por um rei cristão.




 Após vários séculos, a Igreja britânica decidiu que o melhor caminho era romper com a Igreja Romana e sua dominação papal, o que aconteceu definitivamente em 1534, por meio do rei Henrique VIII, que aproveitou um conflito pessoal com o Papa, desencadeado pela decisão real de anular seu matrimônio com Catarina de Aragão, para separar de uma vez sua Igreja da esfera romana. Esta cisão se deu em plena eclosão da Reforma Protestante, representando assim a liberdade de uma Igreja que sempre se desenvolveu de forma autônoma.

Assim nasceu a Igreja Anglicana, também conhecida como Igreja da Inglaterra. Apesar de surgir no momento histórico do Luteranismo, ela tem mais em comum, na sua liturgia, com o Catolicismo do que com o Protestantismo. Esta Igreja também sofreu divisões, portanto há o grupo da Igreja Alta e o da Igreja Baixa, que diferem quanto à maneira de realizar seus cultos e de se expressar. 

Os preceitos anglicanos estão ordenados no Livro de Oração Comum, nos Ordinais originários dos séculos XVI e XVII, nos 39 Artigos de Religião da Igreja da Inglaterra, nos quais está contido o resumo da crença anglicana, e mais sinteticamente no Quadrilátero de Lambeth-Chicago de 1886-1888, texto onde estão inscritos os princípios essenciais do Anglicanismo Histórico, entre eles a busca da unidade da Igreja Cristã.

por: Ana Lucia Santana
Fonte:infoescola.com

A Cremação



Freddy Brandi

O Espiritismo não proíbe a cremação de cadáveres, mesmo porque nada é proibitivo no Espiritismo, pois é uma Doutrina de liberdade mas, antes de tudo, uma Doutrina da conscientização. Recomenda, todavia, muita cautela para aqueles que venham adotar o procedimento da cremação de cadáveres, em substituição a inumação(sepultamento), pelos motivos que vamos expor.  

Perispírito o que é e como fica.

Nosso corpo material, que é energia densificada, se liga ao Espírito, Ser Inteligente de essência sublimada, através do perispírito elemento mediador entre os dois corpos de naturezas extremamente diferentes. O perispírito é um envoltório semimaterial do Espírito, constituído de substância etérea e sutil, mais fluídica do que material, sendo que esta parte material é muito menos denso do que a matéria do corpo de carne.

Para dar vida ao corpo carnal, o perispírito se liga a ele, célula a célula, elemento a elemento, como se existissem feixes de fios fluídicos, estabelecendo a conexão celular material com o Espírito. É assim que tudo o que se passa no corpo material, o Espírito toma conhecimento através da ligação existente e, no sentido inverso, todas as decisões, ordens, desejos, vontades e até mesmo todos os sentimentos do Espírito chegam à estrutura celular ou nela se refletem, através do mesmo canal fluídico.

 Quando, por exemplo, cortamos acidentalmente um dedo, as células danificadas, desestruturadas, comunicam ao Espírito o traumatismo ocorrido e o Espírito sente, como conseqüência, a dor, pois não é a matéria que sente dor e sim o Espírito. Inversamente, quando o Espírito delibera, por exemplo, erguer o braço direito do corpo material, este obedece à ordem e se levanta, porque as instruções emitidas pelo Espírito (esta é a sua vontade), são repassadas às células nervosas do cérebro material que simplesmente obedecem, transmitindo o desejo do Espírito de levantar o braço direito, neste caso.

 O cérebro funciona aqui como mero receptor da ordem do Espírito e aciona a rede nervosa que atinge o órgão envolvido que é o braço direito. Igualmente, pelo mesmo conduto fluídico o Espírito extravasa, também, para o corpo carnal, todos os seus sentimentos, bons ou maus: sentimentos de alegria ou tristeza, serenidade ou angústia, amor ou ódio e muitos outros, que irão revitalizar as células materiais ou produzir nelas distúrbios que podem se complicar, causando mal-estar e até doenças.



 A Morte

O fenômeno da morte nada mais é do que o desligamento de todos os fios fluídicos do perispírito, liberando o Espírito do cárcere material. Uma vez ocorrido tal desligamento no processo da morte, o Espírito não pode voltar  a animar aquele que foi o seu veículo de carne.

 A Força do Pensamento

Se com a morte, como vimos, o Espírito está totalmente desconectando do corpo material, poderíamos concluir, de imediato, que tudo o que fosse feito com o cadáver, não deveria atingir o Espírito, por falta de ligações reais. Assim, poderíamos cremar o cadáver. Mas as coisas podem não ser bem assim, porque o Espírito, mesmo liberto da matéria, continua a pensar e a ter desejos e sentimentos.

 Podemos dizer, neste caso, que o nosso corpo carnal seria o nosso tesouro e o coração, o nosso pensamento, o nosso sentimento. Para as criaturas ainda não totalmente espiritualizadas, que viveram na Terra muito apegadas aos bens materiais, inclusive ao próprio corpo carnal, a morte não impede que o pensamento do Espírito esteja concentrado no seu cadáver, até mesmo por uma espécie de saudade, devido o recente acontecimento do decesso e por se reconhecer, daquele momento em diante, impedido de usufruir um instrumento carnal para fazer as coisas que estavam acostumadas a fazer. Se isto acontecer, e acontece com freqüência, o Espírito fica como que algemado à carne que vestiu na Terra, presenciando, de forma angustiante, as labaredas a queimar as suas vísceras, durante a cremação, porque, como sabiamente disse Jesus, o seu tesouro está ali, no corpo carnal, sendo destruído pelo fogo, em poucos minutos, bruscamente.

 Como sabemos, Espíritos muito adiantados, altamente espiritualizados, existem reencarnados na Terra, mas são raros. Aqui se encontram executando missões específicas, para ajudar a Humanidade a acelerar o seu progresso evolutivo, em diferentes áreas do conhecimento. Com a morte, os corpos materiais desses Espíritos, podem ser cremados, porque em nada afetará a sua sensibilidade, visto que vivem mais ligados à Espiritualidade do que à própria matéria. Não é o que se passa com a esmagadora maioria, da qual fazemos parte, pois somos Espíritos em processo evolutivo, mas muito fragilizados pelo acúmulo de imperfeições e, nestas condições, o campo material ainda nos impressiona fortemente, sensibilizando-nos de forma muito acentuada, mesmo para os que são espíritas ou se dizem espíritas. Há sempre alguma circunstância maior ou menor, que nos prende à matéria. Nestes casos, as labaredas da cremação podem chamuscar os Espíritos que se ressentirão do evento, para ele dramático.




Algo semelhante acontece quando nas sessões mediúnicas recebemos um Espírito sofredor como, por exemplo, um Espírito que desencarnou através do assassinato, com um tiro no coração. Ele se aproxima do médium sentindo ainda as dores no coração provocadas pelo tiro que o vitimou e repassa para o médium, de forma amenizada, aquelas dores. Como ele já desencarnou, não mais possui coração e, portanto, não deveria estar sentindo dor alguma. Mas o quadro da sua desencarnação foi muito traumatizante, fazendo com que o Espírito conserve, por muito tempo, o seu pensamento fixo, concentrado, naquele acontecimento, e é por isso que ele sofre.

Nos casos em que o cadáver não é cremado e sim sepultado, o Espírito, por estar muito apegado à matéria, pode ficar no cemitério, próximo à sua sepultura, assistindo também, desesperado, a decomposição gradativa do seu corpo, sentindo mesmo os vermes corroerem a sua carne e com isso sofrendo muito. Há, porém, uma diferença capital entre a cremação e a inumação. Na cremação tudo se processa rapidamente, em poucos minutos e no sepultamento a decomposição do cadáver é lenta, oferecendo oportunidade para que o Espírito possa ser devidamente socorrido, orientado e esclarecido, no sentido de desviar, aos poucos, o seu pensamento para outras coisas importantes.

O Irmão X nos adverte de que a atitude crematória é um tanto precipitado, podendo vir a ter conseqüências desagradáveis para o Espírito desencarnante: ... morrer não é libertar-se facilmente. Para quem varou a existência na Terra entre abstinências e sacrifícios, a arte de dizer adeus é alguma coisa da felicidade ansiosamente saboreada pelo Espírito, mas para o comum dos mortais, afeitos aos comes e bebes de cada dia, para os senhores da posse física, para os campeões do conforto material e para os exemplares felizes do prazer humano, na mocidade ou na madureza, a cadaverização não é serviço de algumas horas. Demanda tempo, esforço, auxílio e boa vontade.




 Eis porque, se pudéssemos, pediríamos tempo para os mortos. Se a lei divina fornece um prazo de nove meses para que a alma possa nascer ou renascer no mundo com a dignidade necessária, e se a legislação humana já favorece os empregados com o benefício do aviso prévio, por que razão o morto deve ser reduzido a cinza com a carne ainda quente?

Leon Denis na obra O Problema do Ser, do Destino e da Dor, comenta que, ao consultar os Espíritos sobre a cremação de corpos, concluiu que em tese geral, a cremação provoca desprendimento mais rápido, mas brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões.

 É necessário certo arrebatamento psíquico, certo desapego antecipado dos laços materiais, para sofrer sem dilaceração a operação crematória. É o que se dá com a maior parte dos orientais, entre os quais está em uso a cremação. Em nossos países do Ocidente, em que o homem psíquico está pouco desenvolvido, pouco preparado para a morte, à inumação deve ser preferida, posto que por vezes dê origem a erros deploráveis, por exemplo, o enterramento de pessoas em estado de letargia. 

Deve ser preferida, porque permite aos indivíduos apegados à matéria que o Espírito lhes saia lenta e gradualmente do corpo; mas, precisa ser rodeada de grandes precauções. As inumaçõessão, entre nós, feitas com muita precipitação. 

Emmanuel, em O Consolador, questão 151, opina: Na cremação, faz-se mister exercer a piedade com os cadáveres, procrastinando por mais horas o ato de destruição das vísceras materiais, pois, de certo modo, existem sempre muitos ecos de sensibilidade entre o Espírito desencarnado e o corpo onde se extinguiu o tônus vital, nas primeiras horas seqüentes ao desenlace, em vista dos fluidos orgânicos que ainda solicitam a alma para as sensações da existência material.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Stainton Moses



 Nascido em 1839, foi Stainton Moses o escritor que deixou sua marca mais forte sobre o lado religioso do Espiritismo, até então. Praticante da caridade sem interesse, atendia os pobres e doentes, fazendo curas em sua igreja.

William Stainton Moses desencarnou em 5 de setembro de 1892. Segundo Charlton T. Speer, a personalidade de Moses era muito interessante. A força do seu caráter era pouco comum. Nenhum trabalho rejeitava, nenhuma particularidade lhe parecia sem importância quando se tratava de servir à verdade.

Ainda jovem, tornou-se pastor e, porque tinha alguns conhecimentos de medicina, além de falar da palavra de Deus, também tratava do corpo, tendo ajudado de forma irrepreensível o povoado de Maughold, onde uma epidemia de varíola assolava a cidade. Esgotou-se ao máximo, já que se deslocara para o campo a fim de cuidar de si próprio.

Era destemeroso. Não podendo continuar a exercer a função de pastor naquele condado, pela dedicação às vezes desmedida, transferiu-se para Lagton. Mas, ali também não pode manter seu ministério, porque teve agravada uma moléstia de garganta e o médico o proibiu de pregar. Nunca desistiu de lutar. Convalescente, percorreu várias cidades, com amigos, até que permaneceu no velho mosteiro grego do monte Atos.


 Curioso e necessitando de meditação, ficou um longo tempo ali, e mais tarde, recebeu a informação, da parte de Imperator – seu mentor espiritual, de que sua estada naquele mosteiro fora provocada por influência dele, a fim de prepará-lo para a tarefa mediúnica, que mais tarde iria executar.

Mesmo as doenças e privações por que passou deixaram sempre claro que uma força misteriosa dirigia sua Vida. Em 1870, teve seu primeiro contato com o espiritualismo. A pedido da Sra. Speer, leu para ela a obra de Dale Owen, Debatable Land (Terra Contestada). A Sra. Speer estava enferma e ele a distraía com a leitura desse livro.

Para melhor compreender o assunto e poder discuti-lo com a esposa do seu grande amigo, passou a assistir a algumas sessões mediúnicas e, dentre os trabalhos mais significativos de que participou, podemos citar o realizado na primavera de 1872, com o médium Lottie Fowler. O Dr. Speer, que acompanhava Moses nas suas pesquisas, viu-se derrotado no seu materialismo e acabou aceitando a realização de sessões mediúnicas em sua casa, tendo sido médium um homem chamado William.

 Foi nessa época que o poder mediúnico de Stainton Moses começou a desenvolver-se. As faculdades surgiam espontaneamente, sem que a vontade dele predominasse. Pelo contrário, rejeitava-as, discutia-lhes os fundamentos. Em 30 de março de 1873, Moses começou a escrever mediunicamente.




Sua mediunidade era ampla, provocando uma grande variedade de fenômenos. Quando estava numa sessão era comum ouvir-se pancadas variadas e inteligentes, que respondiam a questões faladas ou mentalizadas. Os assistentes tinham oportunidade de ver clarões luminosos que surgiam sobre a mesa, penetravam nas tábuas, se infiltravam nas paredes e retornavam, num fenômeno de beleza e características inusitadas. Os participantes geralmente se viam envolvidos por perfumes os mais diversos. E a cabeça do médium, no final da sessão, ficava toda perfumada e, por mais que se enxugasse, o perfume permanecia.

Fenômenos de voz direta e escrita direta eram comuns nas reuniões em que Moses participava. Mas a força da sua mediunidade surgia principalmente na escrita mediúnica, quando os Espíritos davam demonstrações profundas da imortalidade da alma e ditavam textos de elevada importância, que elucidavam de forma atraente e profunda os graves problemas da existência terrena. Stainton Moses, no entanto, não se limitou à atividade mediúnica.

 Durante o período em que atuou mediunicamente, ocupou-se com assiduidade em formar sociedade cujo fim era estudar o espiritualismo.
Contribuiu para criar a Associação Nacional Britânica dos Espiritualistas, em 1873; a Sociedade Psicológica da Grã-Bretanha, em abril de 1875, da qual foi um dos primeiros membros do Conselho; a Sociedade das Pesquisas Psíquicas, em 1882.




Fundou a Aliança Espiritualista de Londres, da qual foi o primeiro presidente, cargo em que se conservou até a morte. A quarta edição de Ensinos Espiritualistas (1883), livro que contém os trabalhos mediúnicos de Stainton Moses, foi feita pela Aliança Espiritualista, numa homenagem a seu fundador.  

Ensinos Espiritualistas é uma obra de inegável valor doutrinário. E aos médiuns, iniciantes ou experientes, é uma verdadeira chave que abre as portas para que se entenda com exatidão o que é a missão do médium. Seus livros: Identidade dos Espíritos (1879); Aspectos mais Elevados do Espiritismo (1880); Psicografia (1882). Usava o pseudônimo de M. A. Oxon para escrever suas obras. Deixou várias obras sobre elevados aspectos do Espiritismo e tornou-se redator da revista Light.

No início, Stainton Moses não acreditava nos Espíritos. Era um pastor protestante, conhecedor de teologia. Durante o desenvolvimento da sua mediunidade manteve-se sempre num questionamento quase implacável diante das comunicações e os ensinos transmitidos por seu intermédio. 




 Testava a capacidade dos Espíritos, ficando alheio ao que era escrito por sua própria mão. Noutras vezes, deliciava-se com outras leituras ou conversas com pessoas, enquanto os Espíritos se utilizavam da sua faculdade mediúnica para transmitir mensagens de inegável sabedoria sobre religião ou sobre o comportamento humano.

Vencida a primeira etapa, quando, ainda cético, pouco colaborava, passou a integrar-se aos ensinos obtidos e os transmitia a quantos possíveis fosse. Seu caráter irrepreensível e sua predisposição à luta pelo Bem, fizeram-no um instrumento habilitado para que os Espíritos, principalmente Imperator, pudessem realizar a difícil missão que lhes fora confiada por Jesus.

O Espiritismo surgira há pouco tempo e era preciso que em cada ponto do mundo, onde houvesse um instrumento, a Verdade fosse descoberta e mostrada aos homens. Sua mediunidade abarcou quase todos os fenômenos físicos conhecidos. William Stainton Moses foi um médium inglês que escreveu vários livros sob o pseudônimo de M. A. Oxon e que se comunicava com uma entidade que se autodenominava Imperator.

O contato dele com Olcott e a Madame começou em 1875, a partir da publicação do livro de Olcott, People from the Other Worlds (Gente dos Outros Mundos), gerando uma amizade estreita que durou muitos anos. Há várias passagens nas cartas dos Mestres para Sinnett que citam Moses e Imperator. Numa carta, referindo-se a John King como sendo um iniciado, Olcott recomenda que Moses tentasse conversar com ele através de médiuns da época.

Os Incensos


  
Os incensos possuem o poder de elevação espiritual. Devemos sempre acender um incenso com um propósito, seja de agradecimento, meditação, limpeza espiritual ou oração.
 
Sendo aliado ao elemento ar simboliza a consciência que está presente em todo universo. E sua fumaça surge como a separação do corpo e mente, a mudança da matéria em espírito para planos mais elevados.
 
 
 
 
Lembrando que eles devem sempre ser acendidos com fósforos e nunca apagados com o sopro, para que assim energias pessoais não se confundam.
 
Os antigos sábios eram muito cautelosos e minuciosos em relação aos rituais, na preparação do ambiente, dos elementos de concordância, do incenso e dos ingredientes apropriados que tenham relação com o astro que rege o dia, com os aromas que interfiram na nossa aura e com o meio ambiente em que vivemos. 
 
 
 
 
Os incensos, usados de maneira correta, criam uma atmosfera no ambiente, de energia, equilíbrio e harmonia, que ajuda o ser humano a sintonizar mais facilmente com os planos superiores.
 
O incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu. Seu uso é universal, associando o homem à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal. Relacionado ao elemento ar, representa a percepção da consciência que ( no ar ) está presente em toda parte. Os diferentes perfumes desempenham um papel de purificação, facilitando a ancoragem.
 
Além de perfumarem o ambiente ainda te conectam mais com o divino. Já acendeu seu incenso hoje?
 
Fonte: http://bemzen.uol.com.br

O Médium Extático



O Extase:

a) O extase é um sonambulismo mais apurado, neste caso a
alma do extatico é ainda mais independente.

b) O espirito do extatico ve e compreende a felicidade dos
mundos superiores, e por isto gostaria de permanecer neles,
embora, haja mundos em que não seja permitida presença de
espiritos que não sejam ainda bastante depurados.

 



c) O extatico quando ve a sua posição futura melhor exprime
o desejo de deixar a Terra, e faz esforços para romper os
laços que o prendem ao planeta.

d) Se abandonar-mos o extatico a si mesmo ele pode abandonar
definitivamente o corpo (desencarnar), e por isto é
necessario charma-lo, por meio de tudo que possa prende-lo a
este mundo e sobretudo, fazendo-lhe ver que se quebrasse a
cadeia que o prende aqui, seria o meio de não ficar la, onde
ve que seria feliz.

e) O que o extatico ve, é real para ele, mas como seu
espirito esta preso à ideias terrenas, ele pode ver à sua
maneira, ou exprimir-se de acordo com seus preconceitos e
com as ideias com que foi criado, ou com as do assistentes,
de maneira a ser melhor compreendido.

 



f) Com relação às revelaçoes dos extaticos, eles podem
frequentemente se enganar, sobretudo se quer penetrar
naquilo que deve permanecer misterio para o homem, porque
pode expressar suas ideias ou se tornar joguete de espiritos
enganadores, que aproveitam seu entusiasmo para fascina-lo.

g) No sonambulismo e no extase, o homem pode ter contato com
a vida passada e vida futura, devendo ser estudado estes
fenomenos.

h) Aqueles que estudam os fenomenos do sonambulismo e extase
de boa fé nao podem acomodar-se ao materialismo.


Fonte: cvdee.org.br
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