domingo, 12 de abril de 2015
sexta-feira, 3 de abril de 2015
William Quan Judge
Ao lado
de Helena Blavatsky e Henry Olcott, William Quan Judge foi um dos três
principais fundadores do movimento teosófico moderno.
Judge nasceu em Dublin, na
Irlanda, a 13 de abril de 1851. Quando tinha 13 anos de idade, a sua
família emigrou para os Estados Unidos. Ele se naturalizou
norte-americano aos 21 anos e graduou-se como bacharel em direito,
especializando-se, como advogado, em direito comercial.
Em sete de setembro de 1875,
Judge tinha pouco mais de 20 anos de idade quando ajudou a fundar o
movimento teosófico em Nova Iorque. No dia seguinte, oito de setembro,
ele redigiu a ata da segunda reunião do movimento, formalizando a
decisão de criar uma Sociedade voltada para o estudo de ocultismo, da
cabala e das tradições esotéricas.
Poucos anos mais tarde, H.P.
Blavatsky e Henry Olcott foram para a Índia, e o movimento nos Estados
Unidos teve durante algum tempo uma escassa atividade. Mas Judge não
desistiu. A partir de 1886, ele reuniu condições de liderança e o
movimento norte-americano passou a ganhar grande força.
Judge foi um dos
colaboradores mais próximos de Helena Blavatsky. Ele fundou e dirigiu a
revista “Path”, escrevendo grande quantidade de artigos teosóficos que
permanecem atuais no século 21. Entre suas obras está “Aforismos de
Ioga de Patañjali”, uma versão dos Ioga Sutras para o público ocidental.
Escreveu o hoje clássico livro “O Oceano da Teosofia”, e produziu uma
versão do clássico indiano “Bhagavad Gita”. Judge mantinha contato por
carta com inúmeros estudantes. Uma coleção de suas Cartas, girando em
torno do tema do discipulado, foi publicada sob o título “Letters That
Have Helped Me” (“Cartas Que Têm Me Ajudado”).
Quando H.P. Blavatsky morreu,
em 1891, William Judge era o vice-presidente mundial da Sociedade
Teosófica. Dois ou três anos depois, Annie Besant e Henry Olcott deram
os primeiros passos ostensivos no sentido de fazer com que o movimento
abandonasse o rumo original traçado pelos Mahatmas. Coube a Judge
defender a principal fundadora do movimento teosófico e a teosofia
autêntica.
Em 1894, Annie Besant
acusou-o de forjar cartas dos Mestres de Sabedoria. As acusações
provocaram a primeira divisão formal do movimento, em 1895. Tudo indica
que o objetivo da perseguição contra Judge era obter o poder político
na Sociedade Teosófica.
Ocorrida a separação, a maior
parte da seção norte-americana apoiou William Judge, mas a situação do
movimento iria piorar mais. Devido a uma doença crônica e a outros
fatores, Judge morreu pouco depois da divisão do movimento. Sua morte,
a 21 de março de 1896, fortaleceu ainda mais a estratégia política de
Annie Besant. Além disso, após a morte de Judge, seguiram-se conflitos e
disputas de poder entre os seus seguidores.
O bom senso e a sensatez
começaram a ser resgatados em 18 de fevereiro de 1909, quando um pequeno
número de estudantes fundou em Los Angeles a Loja Unida de Teosofistas,
LUT. O seu principal fundador era Robert Crosbie, um dos colaboradores
mais próximos de Judge. A LUT surgia tendo como prioridade a preservação
do bom senso. As metas eram o estudo e a vivência dos ensinamentos de
H.P. Blavatsky e William Judge.
Fonte: filosofiaesoterica.com
Os Espiritos Errantes
A alma (1) após a separação do corpo, às
vezes, reencarna imediatamente, mas, na maioria das vezes, depois de
intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores a reencarnação é
quase sempre imediata. A matéria corpórea sendo menos grosseira, o
Espírito encarnado goza de quase todas as faculdades do Espírito. Seu
estado normal é a dos sonâmbulos lúcidos.
O Espírito (alma + perispírito) (2) nos
intervalos das encarnações é um Espírito errante, que aspira uma nova
encarnação para se submeter a novas provas com o objetivo de continuar
na sua progressão.
A duração desses intervalos pode ser de
algumas horas ou de alguns milhares de séculos. De resto, não existe,
propriamente falando, limite extremo determinado para o estado errante,
que pode prolongar-se por muito tempo, mas que nunca é perpétuo. O
Espírito tem sempre a oportunidade, cedo ou tarde, de recomeçar uma
existência que sirva à purificação das anteriores.
Essa duração está subordinada à uma
conseqüência do livre arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que
fazem, mas para alguns é também uma prova infligida por Deus. Outros
pedem o seu prolongamento a fim de progredirem nos estudos que só podem
ser feitos com proveito na condição de Espírito.
A erraticidade não é por si mesma, um sinal
de inferioridade entre os Espíritos, pois há Espíritos errantes de
todos os graus. A encarnação é um estado transitório. No seu estado
normal, o Espírito é livre da matéria.
Pode-se dizer que os que devem reencarnar-se são errantes, mas os Espíritos puros, que chegaram à perfeição, não são errantes: seu estado é definitivo.
No tocante às suas qualidades íntimas os
Espíritos pertencem a diferentes ordens ou graus, pelos quais passam
sucessivamente, à medida que se purificam.
No tocante ao estado podem ser:
-
encarnados, que quer dizer ligados a um corpo;
-
errantes, ou desligados do corpo material e esperando uma nova encarnação para se melhorarem;
-
Espíritos puros ou perfeitos que não tem mais necessidade da encarnação.
Os Espíritos errantes se instruem estudando
o seu passado e procuram o melhor meio de se elevarem. Vêem, observam o
que se passa nos lugares que percorrem, escutam os discursos dos homens
esclarecidos e os conselhos dos Espíritos mais elevados que eles, e
isso lhes proporciona idéias que não possuíam.
Os Espíritos elevados, ao perderem o seu
invólucro, deixam as más paixões e só guardam a do bem, contudo os
Espíritos inferiores as conservam, pois de outra maneira pertenceriam à
ordem dos Espíritos puros.
A maioria dos Espíritos, ao deixarem a
Terra, não abandonam as suas más paixões, porque neste mundo foram
pessoas excessivamente vaidosas. Acreditam que, ao deixá-lo, perderão
esse defeito. É um engano, pois após a partida da Terra, sobretudo para
aqueles que tiverem paixões bem vivas, resta uma espécie de atmosfera,
que os envolve, guardando todas essas coisas ruins, já que o Espírito
não está inteiramente desprendido. E apenas por momentos que ele entrevê
a verdade, como para mostrar-lhe o bom caminho.
O Espírito, no estado errante, pode
melhorar-se bastante, sempre de acordo com a sua vontade e o seu desejo,
mas é na existência corpórea que ele põe em prática as novas idéias
adquiridas.
Os Espíritos errantes são mais ou menos
felizes ou infelizes, segundo os seus méritos. Sofrem as paixões cujos
germes conservaram, ou são felizes, segundo a sua maior ou menor
desmaterialização. No estado errante, o Espírito entrevê o que lhe falta
para ser mais feliz. E assim que ele busca os meios de o atingir, porém
nem sempre lhe é permitido reencarnar-se à vontade, e isso é uma prova.
Quando o Espírito deixa o corpo, ainda não
está completamente desligado da matéria e pertence ainda ao mundo em que
viveu ou a um mundo do mesmo grau. A não ser que, durante sua vida,
tenha se elevado o suficiente. Esse é o objetivo a que deve voltar-se,
pois sem isso jamais se aperfeiçoaria. Ele pode, entretanto, ir a alguns
mundos superiores, passando por eles como estrangeiro. Nada mais faz do
que os entrever, e é isso que lhe dá o desejo de se melhorar, para ser
digno da felicidade que neles se desfruta para no futuro poder
habitá-los.
Os Espíritos já purificados freqüentemente
vêm aos mundos inferiores a fim de ajudar os seus habitantes a
progredirem, sem isso, esses mundos estariam entregues a si mesmos, sem
guias para os orientar.
* * *(1) A alma é, assim, um
ser simples; o Espírito um ser duplo (alma + perispírito) e o homem um
ser triplo (alma + perispírito + corpo físico). Seria, portanto, mais
exato reservar a palavra alma para designar o princípio inteligente, e a
palavra Espírito para o ser semimaterial formado desse princípio e do
corpo fluídico. Mas como não se pode conceber o princípio inteligente
sem ligação material, as palavras alma e Espírito são, no uso comum,
indiferentemente empregadas uma pela outra; é a figura que consiste em
tomar a parte pelo todo, da mesma forma que se diz que uma cidade é
habitada por tantas almas, uma vila composta de tantas casas; porém, filosoficamente é essencial fazer-se a diferença. (Ver Allan Kardec in O que é o Espiritismo, Cap. II, item 9, 10 e 14.)
(2) Em resposta a questão 76 de O Livro dos Espíritos os Espíritos dizem que 'Podemos definir que os Espíritos são os seres inteligentes da Criação. Eles povoam o Universo, além do mundo material' e, em nota a esta resposta Allan Kardec diz que 'A palavra Espírito é aqui empregada para designar os seres extra-corpóreos e não mais o elemento inteligente Universal'. No capítulo II da obra O que é o Espiritismo, item 14, Dos Espíritos, encontramos que 'A alma e o perispírito separados do corpo constituem o ser a que chamamos Espírito'.
Estudo (ensaio) com base in O LIVRO DOS ESPÍRITOS
Livro Segundo, qq. de 223 à 233
Mundo Espírita ou dos Espíritos, Capítulo VI, Vida Espírita
Obra codificada por Allan Kardec
Pesquisa: Elio Mollo
Fonte: searabendita.org.br
A deusa Circe
Dizem os mitos e lendas gregas, que em alguma das
montanhas da Europa, vive Circe, a Deusa Rainha das Feiticeiras, num
lindo castelo protegido por leões e armadilhas mágicas. Poderosa e
sedutora, Circe protege suas seguidoras e as feiticeiras que vivem em
sua morada e parece não se preocupar muito com as disputas e problemas
dos olímpicos, tanto é, que na mitologia são pequenas suas
participações, mas citações a respeito dessa divindade são encontradas
com maior frequência.
É
comumente vista com uma trança cumprida que separa suas madeixas
castanhas com tons avermelhados, onde traz certos fundamentos mágicos.
Dessa forma, a maioria de suas sacerdotisas também usavam de tranças nos
longos cabelos. Como a Deusa, suas representantes também não se
misturavam com a sociedade da época e tão pouco eram vistas, diferente
das bacantes (sacerdotisas de Dionísio) e das Pitonisas (sacerdotisas de
Apolo). As filhas de Circe preferiam se dedicar aos mistérios da
feitiçaria.
Circe
rege os pós mágicos, filtros, poções e artes de sedução e
envenenamentos. Sua VARINHA mágica transformava homens em animais, como
aconteceu com os homens de Odisseu. Esses ao voltar da Guerra de Tróia,
na fuga da fúria de Poseidon, pois o Deus pretendia exterminá-los por
terem matado um de seus filhos, acabaram por parar, acidentalmente, no
reino da feiticeira.
Com
a exceção de Odisseu, que havia sido presenteado por Hermes com ervas
de proteção, a feiticeira transformou todos em porcos. Mas Odisseu,
também, não conseguiu fugir de seus encantos, pois apesar de ter
conseguido que a Deusa trouxesse seus amigos de volta, apaixonou-se por
ela e viveram juntos alguns anos de sua vida.
Circe é uma das Deusas mais misteriosas e sua energia, que é profunda e
densa, é uma mistura de Afrodite e Hécate, a qual está intimamente
ligada. Tão ligada, que muitos a confundiam com a própria senhora da
magia, dos mistérios e da lua. Como age diretamente em cima de mudanças e
grandes transformações, Circe é associada à lua nova.
Fonte:http://cantinhodosdeuses.blogspot.com.br
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